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Confronto de islamitas com opositores no Cairo deixa 16 mortos e 200 feridos

Internacional|Do R7

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Cairo, 3 jul (EFE).- Pelo menos 16 pessoas morreram e outras 200 ficaram feridas nas últimas horas em enfrentamentos entre partidários e opositores do presidente egípcio, Mohammed Mursi, no Cairo, informou nesta quarta-feira o Ministério da Saúde. Os confrontos aconteceram nos arredores da Universidade do Cairo, onde os islamitas protagonizaram ontem uma manifestação de apoio ao presidente, segundo um comunicado divulgado pela agência estatal de notícias "Mena". Anteriormente, quatro pessoas morreram e outras 144 sofreram ferimentos em confrontos em todo o país entre islamitas e opositores, que participaram de grandes manifestações, a maioria delas pacíficas. A situação é tensa no Egito. Hoje termina o prazo dado pelas Forças Armadas para que Mursi atenda "as reivindicações do povo", em aparente alusão à convocação de eleições antecipadas exigida pela oposição. O chefe das Forças Armadas egípcias, Abdel Fatah al Sisi, disse hoje que para os militares "é mais honroso morrer do que ver o povo egípcio aterrorizado e ameaçado", depois que Mursi defendeu ontem sua legitimidade como presidente e se negou a renunciar. Em comunicado intitulado "As horas finais" e divulgado através da página semioficial das Forças Armadas no Facebook, Sisi jurou que o exército "sacrificará seu sangue pelo Egito e seu povo frente a cada terrorista, extremista ou ignorante". O presidente islamita, eleito há um ano, pediu ao exército que retire sua advertência e sustentou que o país enfrenta o "desafio dos seguidores do antigo regime" de Hosni Mubarak, que "querem manipular a ira dos jovens". EFE bds/rpr

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