Conselho de Segurança adota novas sanções contra Coreia do Norte
A resolução tenta acabar com as fontes de financiamento utilizadas por Pyongyang para se aproximar de suas ambições militares
Internacional|Do R7

O Conselho de Segurança da ONU decidiu nesta quinta-feira (7) impor uma série de sanções, especialmente financeiras, à Coreia do Norte, em resposta ao terceiro teste nuclear realizado em fevereiro por Pyongyang.
A resolução do Conselho, proposta por vários países (entre eles Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul e França) e adotada de forma unânime por seus 15 membros, tenta acabar com as fontes de financiamento utilizadas por Pyongyang para se aproximar de suas ambições militares e balísticas.
As medidas colocam sob vigilância os diplomatas norte-coreanos e engrossam uma lista negra de particulares e empresas submetidas ao congelamento de bens ou à proibição de viajar.
Coreia do Norte ameaça EUA com ataque nuclear preventivo
As sanções definem mais especificamente uma série de produtos de luxo que os dignitários do regime comunista não estarão autorizados a adquirir e obriga a inspeções obrigatórias de carregamentos suspeitos de vir ou ter como destino a Coreia do Norte.
A embaixadora dos Estados Unidos ante às Nações Unidas, Susan Rice, disse, imediatamente depois de ter feito o anúncio, que as sanções atingirão em cheio Pyongyang.
— Aplicadas juntas, estas sanções golpearão e golpearão duro. Aumentarão o isolamento da Coreia do Norte e incrementarão o custo para os líderes da Coreia do Norte de desafiar a comunidade internacional.
Rice negociou as sanções com o embaixador da China no conselho, Li Baodong, que disse que a resolução era "um importante passo adiante", mas ressaltando que devem levar a Coreia do Norte a retomar as negociações e tensões.
Rússia sinaliza apoio a novas sanções da ONU para Coreia do Norte
Seul: "Teste nuclear é ameaça inaceitável"
Os 15 países membros do Conselho de Segurança manifestaram sua preocupação diante do último teste nuclear norte-coreano realizado em 12 de fevereiro, o terceiro depois dos de 2006 e 2009, e se disseram prontos para tomar "importantes medidas adicionais", não informadas, se Pyongyang proceder a um novo teste de bomba atômica ou a um novo lançamento de mísseis.
Sem se abalar com a votação da ONU, a Coreia do Norte continuou com sua escalada verbal, acusando os Estados Unidos de quererem provocar uma guerra atômica e ameaçou Washington com um ataque nuclear "preventivo".
O que acontece no mundo passa por aqui
Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia










