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Conselho Nacional Sírio decide não participar de conferência em Genebra

Internacional|Do R7

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Cairo, 13 out (EFE).- O Conselho Nacional Sírio (CNS), um dos principais grupos da oposição, se recusou a participar da conferência de paz que será realizada em meados de novembro em Genebra para buscar uma saída ao conflito na Síria, disse neste domingo à Agência Efe um de seus dirigentes, George Sabra. "Decidimos não participar porque não vimos nenhum avanço interno ou externo. Não há melhora da situação e não existe o ambiente adequado para a realização de Genebra 2", explicou Sabra em uma conversa telefônica. O veterano opositor duvidou das intenções do regime de Damasco e seus aliados, que "realizam ataques sectários em todo o país". Além disso, "o povo sírio está no final da lista de prioridades da comunidade internacional, que agora só está interessada em acabar com as armas químicas, sem levar em conta os direitos das vítimas", lamentou Sabra. Para o dirigente da oposição, "a comunidade internacional quer sentar-se para negociar com quem cometeu crimes contra a humanidade, em vez de mandá-lo a Haia", cidade holandesa onde tem sua sede o Tribunal Penal Internacional (TPI). O CNS é o maior membro da Coalizão Nacional Síria (CNFROS), a principal aliança opositora, que decidirá sobre sua presença na reunião de Genebra entre os dias 24 e 25 de outubro. Sabra ressaltou que a resolução do comitê executivo do CNS é "definitiva". No último mês de setembro, o regime de Bashar al Assad anunciou que estará na conferência de Genebra sem "pré-condições". Estados Unidos e Rússia convocaram essa reunião, que tomaria como base o comunicado final do encontro realizado em junho de 2012 na cidade suíça entre as potências mundiais, no qual pediam a criação de um governo de transição, onde estariam integrados membros do regime e da oposição que não tenham as mãos manchadas de sangue. Atualmente, no país árabe está presente uma equipe de inspetores internacionais para verificar e destruir o arsenal químico da Síria, em cumprimento do pactuado entre Washington e Moscou para evitar uma intervenção militar americana em solo sírio. EFE mf-ssa/rsd

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