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Cônsul italiano em Benghazi confirma que disparos vieram de outro carro

Internacional|Do R7

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Roma, 12 jan (EFE).- O cônsul italiano em Benghazi, Guido de Sanctis, confirmou neste sábado que os disparos dirigidos contra o carro no qual passeava por uma das ruas da cidade líbia, em um atentado no qual saiu ileso, procediam de outro veículo. Em declarações desde Benghazi aos meios de comunicação italianos, o diplomata afirmou que se encontra bem e que agora investigará o ocorrido. "Os disparos dirigidos contra nós, que chegaram ao carro no qual nos encontrávamos, impactaram contra o vidro à altura da minha cabeça e da do motorista, justo enquanto estávamos voltando para casa", afirmou De Sanctis. "Estou bem. Os disparos foram perpetrados por um carro que passava por um cruzamento pouco distante de nosso automóvel e no qual havia uma terceira pessoa a bordo. Agora teremos que averiguar o episódio", acrescentou. O cônsul italiano em Benghazi, cidade na qual o embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Christopher Stevens, morreu ao ser atacado no consulado americano, explicou além disso que após os disparos, foi registrado um blecaute na zona. Em entrevista realizada ontem pela agência de notícias italiana "Agi", o embaixador da Itália na Líbia, Giuseppe Buccino Grimaldi, explicou que o Ministério das Relações Exteriores da Itália estava consciente da perigosa situação em Benghazi e por isso tinha redobrado as medidas de segurança. "Decidimos manter o consulado aberto. A situação é difícil, há uma presença fundamentalista e os assassinatos discriminados prosseguem, mas seguimos adiante sem problemas e nosso cônsul, Guido de Sanctis, está mais protegido", disse o embaixador italiano. "Somos o único país europeu que tem um consulado em Benghazi e isto nos ajuda a ter relações com (a região líbia de) a Cirenaica. Estamos decididos a manter nossa presença, confiando em um Governo que pode levar a Líbia rumo a um Estado democrático baseado no direito", acrescentou. Após uma primeira estadia em Trípoli e um tempo Moscou, De Sanctis retornou à Líbia no início do conflito que desencadeou a queda do ditador Muammar Kadafi em fevereiro de 2011, estabelecendo-se em Benghazi e permanecendo ali quando a Itália reconheceu os insurgentes do Conselho Nacional de Transição (CNT) como interlocutores oficiais. Segundo informam os meios de comunicação italianos citando fontes diplomáticas, o cônsul da Itália em Benghazi tinha os dias contados na cidade, pois estava já havia planejado sua mudança para Doha na próxima semana. EFE mcs/ff

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