Coreia do Sul pede que ONU puna Coreia do Norte por último teste de mísseis
Internacional|Do R7
Seul, 9 mar (EFE).- A Coreia do Sul enviou uma carta à ONU para solicitar uma punição à Coreia do Norte por considerar que seu último teste de mísseis de curto alcance viola as resoluções do Conselho de Segurança, informou nesta segunda-feira um representante do governo em Seul. O Executivo sul-coreano expôs na carta que o lançamento ao mar de dois mísseis na semana passada representou uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que restringem as atividades militares do regime norte-coreano, indicou o funcionário à agência local "Yonhap". Seul dirigiu a carta ao comitê encarregado das sanções à Coreia do Norte no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que é o organismo que impôs em outras ocasiões medidas punitivas ao país comunista por seus testes nucleares e de mísseis. Na carta, Coreia do Sul solicitou explicitamente ao comitê que tome algum tipo de ação para responder ao lançamento norte-coreano. Os analistas consideram pouco provável que o Conselho de Segurança decrete mais sanções sobre a Coreia do Norte, já que só costuma fazê-lo quando o regime dos Kim realiza testes com armamento nuclear ou mísseis de longo alcance. A resolução 1718, adotada em 2006 após o primeiro teste nuclear norte-coreano, e outras posteriores proíbem o país de realizar testes nucleares e lançamentos de mísseis balísticos. Os dois mísseis de curto alcance da Coreia do Norte, que na segunda-feira passada percorreram quase 500 quilômetros até cair no mar, foram considerados uma resposta às duas manobras militares de grande escala iniciadas pela Coreia do Sul e Estados Unidos em território sul-coreano e que durarão até final de abril. Pyongyang considera estas manobras, realizadas anualmente, um "ensaio de invasão" de seu país, e todo ano nesta mesma época a tensão militar dispara na península coreana. Coreia do Norte e Coreia do Sul permanecem tecnicamente enfrentadas desde a Guerra da Coreia (1950-53), que terminou com um cessar-fogo sem a assinatura de um tratado de paz definitivo. EFE aaf/cd











