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Coreias continuam sem acordo sobre reabrir Kaesong após 4ª reunião

Internacional|Do R7

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Seul, 17 jul (EFE).- A Coreia do Norte e a Coreia do Sul mais uma vez não conseguiram chegar a um acordo nesta quarta-feira em sua quarta reunião com o objetivo de reabrir o complexo industrial de Kaesong e se citaram de novo na próxima segunda-feira, informou o Ministério da Unificação de Seul. Após várias rodadas de conversas durante o dia na cidade fronteiriça norte-coreana de Kaesong, "também não chegamos hoje a um acordo, por isso haverá uma quinta reunião no dia 22", disse à Agência Efe uma representante de Unificação em Seul. Os delegados do Norte e do Sul também não conseguiram superar suas diferenças nas três reuniões anteriores, que terminaram sem avanços nos dias 6, 10 e 15 de julho. Assim como na reunião anterior, dois dias antes, o Sul apresentou hoje ao Norte três exigências. A primeira é que o país estabeleça medidas de salvaguarda que previnam um novo fechamento unilateral como o realizado em abril em clima de tensão, segundo a porta-voz do Ministério. As outras duas condições de Seul para reabrir Kaesong são a criação de um marco institucional para proteger as empresas e internacionalizar o complexo, a fim de que possam fazer negócios com companhias de outros países, o que daria maiores garantias aos empresários. Por sua vez, a Coreia do Norte se limitou mais uma vez a exigir a reabertura do parque industrial o mais rapidamente possível e sem condições prévias, acrescentou a porta-voz do Ministério da Unificação do Sul. Como as posturas de ambas as partes não mudaram, continua pairando a incerteza sobre se será possível chegar a um acordo a curto ou médio prazo que permita reabrir o complexo, cujo fechamento em 9 de abril provocou perdas no valor de mais de US$ 900 milhões às empresas do Sul. Por sua vez, a Coreia do Norte não publicou dados sobre os prejuízos econômicos do fechamento, embora analistas afirmem que o polígono industrial conjunto gerava grandes lucros ao país que permanece em crise desde os anos 1990. O complexo industrial de Kaesong, que funcionou quase ininterruptamente de sua abertura em 2005 até seu fechamento, abrigava 123 empresas da Coreia do Sul, que fabricavam produtos aproveitando a mão de obra barata de cerca de 54 mil trabalhadores norte-coreanos. EFE aaf/tr

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