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Criança é expulsa de creche por discriminação contra coleguinhas de 3 e 4 anos

Autora de Harry Potter condena atitude e diz que suspender um jovem da escola é ‘insanidade totalitária’

Internacional|Do R7

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Autora de Harry Potter condena suspensão de crianças em creche por comportamentos considerados homofóbicos e transfóbicos Reprodução/X/@Jk_rowling

Dados do Departamento de Educação do Reino Unido revelaram que, em 2022, uma criança foi expulsa de uma creche por apresentar comportamentos transfóbicos contra colegas de três e quatro anos de idade.

O incidente voltou a chamar a atenção recentemente e reacendeu o debate no país sobre a necessidade de ajustes nas medidas disciplinares aplicadas a crianças.

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A escritora J.K. Rowling criticou a suspensão e classificou como “insanidade totalitária”. Segundo a autora de Harry Potter, punir crianças do periodo maternal por reconhecerem diferenças de sexo é uma postura extremista e perigosa.

“Isso é insanidade totalitária. Se você acha que crianças pequenas devem ser punidas por reconhecerem o sexo biológico, você é um fanático perigoso que não deveria estar perto de crianças nem ocupar qualquer posição de autoridade sobre elas”, disse J.K Rowling em sua rede social.

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Além desse caso, outros dados indicam que, no ano letivo de 2022-2023, 94 alunos de escolas estaduais no Reino Unido foram suspensos ou expulsos por comportamentos homofóbicos ou transfóbicos.

Dentre esses, dez estavam no primeiro ano e três no segundo ano, com no máximo sete anos de idade.

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Segundo o jornal inglês The Sun, Helen Joyce, diretora da organização Sex Matters, condenou tais práticas, afirmando que é inaceitável projetar conceitos e crenças adultas em crianças tão pequenas. Ela enfatizou que interromper a educação primária dessas crianças por conta de ativismo é injustificável.

“De vez em quando, os extremos da ideologia de gênero geram uma história que parece louca demais para ser verdade, e a suspensão de uma criança de creche por suposta ‘transfobia’ ou homofobia é um desses exemplos.”

“Professores e diretores envolvidos nessa insanidade deveriam sentir vergonha por projetarem conceitos e crenças adultas em crianças tão pequenas”, acrescentou Helen.

“É imperdoável que a educação vital dessas crianças seja interrompida de forma tão traumática por líderes escolares que priorizam as exigências de ativistas em vez do bem-estar de seus alunos” finalizou a diretora.

O número de suspensões ou expulsões por comportamentos homofóbicos ou transfóbicos aumentou de 164 casos em 2021-2022 para 178 em 2022-2023. O condado de Essex liderou com 16 casos, seguido por Birmingham com 15 e Bradford com 11.

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