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Cultivo de coca na Colômbia cai pela 1ª vez em 6 anos, segundo EUA

Plantação da planta alcançou 208 mil hectares em 2018, registrando meio ponto percentual de queda, depois de recorde em 2017, com 209 mil hectares

Internacional|Da EFE

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Cultivo teve queda de meio ponto percentual em 2018, depois de recorde em 2017
Cultivo teve queda de meio ponto percentual em 2018, depois de recorde em 2017

Os cultivos de folha de coca na Colômbia diminuíram em 2018 pela primeira vez em seis anos, embora a queda tenha sido de apenas meio ponto percentual, de acordo com uma estimativa divulgada nesta quarta-feira (26) pela Casa Branca.

Em comunicado, o governo dos Estados Unidos disse que as áreas semeadas de coca no ano passado alcançaram 208 mil hectares, o que representa uma "pequena queda" de mil hectares (0,5%) com relação a 2017, quando bateu o recorde de 209 mil hectares.


Cultivo em níveis históricos

O cálculo anual sobre a produção de cocaína na Colômbia, publicado pelo Escritório de Política Nacional para o Controle de Drogas da Casa Branca (ONDCP, na sigla em inglês), revelou que o cultivo "manteve níveis históricos em 2018", mas "foi o primeiro ano em que a colheita não aumentou desde 2012".


"O cultivo de coca e a produção de cocaína na Colômbia seguem altos, mas estão se estabilizando", avaliou o ONDCP em comunicado.

Especificamente, sobre a produção potencial de cocaína, o ONDCP disse ter observado "uma pequena diminuição" em 2019, quando esse número passou de 900 toneladas métricas puras em 2017 a 887 durante 2018.


Presidente da Colômbia tentou erradicar plantações ilícitas
Presidente da Colômbia tentou erradicar plantações ilícitas

A política de Duque

A Casa Branca atribui a diminuição dos cultivos e da produção potencial de cocaína ao trabalho que o presidente da Colômbia, Iván Duque, fez para erradicar a semeadura ilícita e fechar os laboratórios de produção desde que tomou posse em agosto de 2018.


O governo dos EUA destacou que, com Duque, se erradicou 56% mais de coca ao mês que durante o governo do seu antecessor, Juan Manuel Santos (2010-2018).

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"Trabalhando junto ao presidente Duque, vimos que a Colômbia fez progressos em conseguir nosso objetivo partilhado de reduzir o cultivo de coca e a produção de cocaína", destacou em comunicado o diretor do ONDCP, Jim Carroll.

"A aliança entre nossos dois países deve continuar sendo forte enquanto lutamos para cumprir nossos objetivos: tomar medidas contra aqueles que se beneficiam do tráfico de drogas e deter o fluxo mortal de drogas que chegam aos EUA", acrescentou.

O relatório anterior da Casa Branca mostrou que os cultivos de coca em 2017 alcançaram a superfície recorde de 209 mil hectares, o que gerou tensões na relação entre Colômbia e EUA.

Em março, o presidente dos EUA, Donald Trump, causou polêmica ao dizer que Duque era "realmente um bom sujeito", mas que, desde que assumiu a presidência, chegavam mais drogas ao território americano.

Trump e Duque se reuniram na Casa Branca em fevereiro e, então, o governante americano insinuou que a Colômbia estava atrasada na erradicação de cultivos de coca.

Os EUA proporcionaram ajuda ao país latino-americano durante 15 anos para a erradicação de áreas semeadas de coca sob o chamado "Plano Colômbia", reformulado agora como "Paz Colômbia".

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