Deputado Tamam Salam é nomeado primeiro-ministro do Líbano
Internacional|Do R7
Beirute, 6 abr (EFE).- O deputado sunita Tamam Salam, considerado um moderado, foi nomeado neste sábado primeiro-ministro do Líbano, duas semanas depois que seu antecessor, Najib Mikati, renunciou ao cargo por desavenças no seio de seu Executivo. Salam, de 67 anos, obteve o respaldo praticamente unânime dos grupos parlamentares libaneses, segundo os meios de imprensa locais, que indicaram que 124 dos 128 deputados apoiaram sua candidatura, incluindo o poderoso grupo xiita Hezbollah. Segundo anunciou a Presidência libanesa em um decreto, "o presidente da República, Michel Suleiman, indicou Salam para formar um novo Governo". Além disso, o chefe de Estado assinou outro decreto no qual adia as eleições parlamentares previstas para o próximo dia 9 de junho, para o dia 16 de junho. Em entrevista coletiva após receber a incumbência de formar um novo Executivo, Salam considerou que ter conquistado um grande consenso em torno de sua pessoa "indica que o país deseja voltar a dar a confiança às instituições e que os cidadãos querem estabilidade". "Aceitei o cargo nesta etapa difícil porque penso que cada um deve assumir sua responsabilidade e trabalhar com o país, e farei isso com a cooperação de todos", assinalou. Salam assumiu que um de seus primeiros desafios é preparar as eleições, por isso que pediu a todos que "seja feito um acordo sobre a lei eleitoral", algo que até o momento não conseguiram os dois grandes blocos políticos do país, os pro-sírios articulados em torno do Hezbollah e os anti-sírios, liderados pelo ex-primeiro-ministro Saad Hariri. O novo chefe do Executivo enfatizou que seus esforços se concentrarão, no início de seu mandato, em conseguir um Governo de união nacional, que represente o mais amplo espectro de forças políticas, embora tenha desmentido ter feito acordos com algum partido. No Líbano, onde o sistema confessional rege a vida do país, os principais cargos estão repartidos entre as comunidades religiosas e obrigatoriamente o presidente deve ser um maronita (católico de Oriente), o primeiro-ministro um muçulmano sunita e o chefe do Parlamento um muçulmano xiita. EFE ks-er/ff












