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Dilma defende volta do Paraguai ao Mercosul, que segue indefinida

Internacional|Do R7

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Eduardo Davis. Brasília, 30 set (EFE).- A presidente Dilma recebeu nesta segunda-feira o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, e defendeu uma rápida reincorporação do país ao Mercosul, que, mesmo após esta visita, ainda se mantém indefinida e sem prazo para se concretizar. "Muito nos ajuda sua maneira de insistir que voltemos o mais rápido possível ao Mercosul", disse Cartes para os jornalistas junto de Dilma, mas evitou dar pistas de quando e como ocorrerá esse retorno. Além desse comentário, pelo menos em público, Cartes não fez alusões ao Mercosul, embora tenha declarado seu interesse em uma integração mais estreita entre Brasil e Paraguai, sobretudo nos âmbitos comercial, econômico, social e de infraestruturas. Dilma ressaltou a "importância" da presença do Paraguai no Mercosul, de onde esteve suspenso entre 29 de junho de 2012 e 15 de agosto desde ano, quando Cartes assumiu a Presidência. Junto com a Argentina, Brasil e Uruguai, Paraguai é um dos quatro fundadores do bloco, que incorporou à Venezuela no mesmo dia que, pela primeira vez, aplicou a chamada "cláusula democrática" e suspendeu um de seus membros. O Paraguai foi sancionado depois da cassação do então presidente Fernando Lugo, interpretada pelo Mercosul como uma "ruptura da ordem democrática", considerada retomada depois do pleito que elegeu Cartes em abril e de sua posse em 15 de agosto. Enquanto o país esteve suspenso, o Congresso paraguaio discutiu a adesão da Venezuela ao Mercosul e a rejeitou, o que provocou uma questão jurídica e política ainda não resolvida. Dilma defendeu a incorporação da Venezuela, que preside o Mercosul neste semestre, e afirmou que "ao integrar a Patagônia ao Caribe", esse processo "ganhou um tecido muito mais forte". Ela também declarou aos jornalistas que o Paraguai "está em processo de volta ao Mercosul" e apontou que o Brasil "tem todo o interesse" em que concretizá-lo o mais rápido possível. A presidente ressaltou que o bloco cumpriu com o compromisso de que a suspensão do Paraguai "não afetasse à população", nem ao comércio nem aos projetos de desenvolvimento nesse país. Como exemplo, citou a construção de uma linha de transmissão de energia entre Assunção e a represa de Itaipu, compartilhada entre Brasil e Paraguai, que tem inauguração prevista para novembro. "Isso é um símbolo que tudo o que passou não nos afetou, porque não deixamos que afetasse as relações e não prejudicamos em nenhum momento à população do Paraguai", declarou Rousseff. Sobre essa linha de transmissão, acrescentou que "é uma grande obra, que permitirá ao Paraguai atrair novos investimentos, contribuirá para uma maior industrialização e ajudará a integrar as cadeias produtivas com o Brasil" e os outros parceiros do Mercosul. Dilma confia que, em curto prazo começarão as obras para a construção de uma segunda ponte ligando os países sobre o Rio Paraná, unindo a cidade paraguaia de Presidente Franco e Foz do Iguaçu. A construção dessa ponte foi determinada em 2008, com um custo calculado na época em US$ 60 milhões, que seriam inteiramente financiados pelo Brasil, mas o projeto permanece estagnado desde então. Rousseff não deu detalhes sobre a possível retomada, mas sustentou que essa segunda ponte dará um "forte impulso" ao comércio e dará mais agilidade ao transporte de cargas. Após sua entrevista a Dilma, Cartes se reuniu com congressistas da Câmara dos Deputados e do Senado, e depois foi ao Supremo Tribunal Federal para uma reunião com os ministros. Antes de retornar a Assunção, estava prevista uma visita à sede da Confederação Nacional da Indústria. Segundo disseram à Agência Efe fontes oficiais paraguaias, nessa reunião Cartes defenderá mais investimentos brasileiros em projetos de desenvolvimento industrial no Paraguai. Cartes disse que seu país "tem hoje um crédito que antes não gozava e não quer pedir esmolas nem favores, mas quer sentar-se à mesa de igual para igual" para negociar com todos seus parceiros. EFE ed/cd (foto)

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