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Dilma destaca cooperação como arma anticrise em reunião com presidente alemão

Internacional|Do R7

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São Paulo, 13 mai (EFE).- A presidente Dilma Rousseff destacou nesta segunda-feira, durante um encontro com o chefe de Estado alemão, Joachim Gauck, a cooperação bilateral e as políticas de desenvolvimento e crescimento para enfrentar as crises econômicas. "Ninguém está a salvo de seus efeitos nefastos, e por isso a crise só será superada por meio de mais cooperação e de políticas de desenvolvimento que enfatizam o crescimento com inclusão e o aumento da competitividade", declarou Dilma à imprensa durante o 31º Encontro Empresarial Brasil-Alemanha. A presidente citou como exemplo as alianças e a cooperação bilateral da "bem-sucedida integração" entre Brasil e Alemanha, cujo fluxo comercial em 2012 alcançou a barreira de R$ 21 bilhões, número que segundo a governante triplicou nos últimos dez anos. "O Brasil é o principal parceiro comercial da Alemanha na América Latina, e a Alemanha o principal parceiro do Brasil dentro da União Europeia e o quarto em nível mundial", citou Dilma. Mesmo assim, a governante lembrou que, apesar do fortalecimento das relações bilaterais, "não se pode ocultar os riscos resultantes da crise econômico financeira internacional". Dilma e Gauck abriram hoje em São Paulo um encontro promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Federação Alemã da Indústria (BDI). O encontro, que acontece até amanhã, conta com a participação de 2.000 empresários e ministros dos dois países. "Essa proximidade é expressada neste encontro, que é o mais duradouro entre o Brasil e qualquer país do mundo", afirmou Rousseff. Gauck, em sua primeira visita ao Brasil como presidente, ressaltou por sua vez a admiração e a "coragem" de Dilma em criar a Comissão da Verdade, que investiga casos de violações contra os direitos humanos. Nesse assunto particular, Dilma pediu a Gauck o acesso aos arquivos sobre a ditadura brasileira que possam existir na Alemanha para somá-los aos trabalhos da comissão. Gauck coordenou a comissão alemã que controlou a dissolução da polícia secreta da Alemanha Oriental depois da reunificação. O presidente alemão falou também sobre a escolha do brasileiro Roberto Azevêdo como novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e lhe pediu que conduza "as metas ambiciosas para a política global de redução de emissões de gases". Em seu discurso, Dilma citou também os "diálogos de comum acordo" com a chanceler alemã Ángela Merkel, em particular sobre a cooperação em programas de infraestrutura, energia e exploração petrolífera, e lembrou a votação no Congresso de uma nova lei para modernização dos portos brasileiros. "Nós hoje estamos em um momento importante que é a votação da MP (Medida Provisória) dos Portos, que tem como objetivo abrir os portos brasileiros ao investimento privado gerando competição, maior eficiência e redução de custos", afirmou a presidente. Segundo a chefe de Estado, Brasil e Alemanha precisam "aumentar o fluxo recíproco de comércio entre os dois países e ampliar o comércio de bens de maior valor agregado". "É necessário estimular as alianças estratégicas, estimulando 'joint ventures', e damos também importância às alianças nas áreas de ciência e inovação", ressaltou. De acordo com Dilma, 1.600 empresas alemãs estão instaladas no Brasil, e cerca de 50 brasileiras no país europeu. O programa "Ciência sem Fronteiras", do governo federal, ressaltou Dilma, permitiu a viagem de 2.000 universitários brasileiros à Alemanha. "Ao retornar ao Brasil, (os estudantes) vão incorporar a inovação de processos produtivos em companhias instaladas aqui", afirmou. EFE wgm/id (foto)

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