Dissidentes iranianos morrem em acampamento no Iraque; ONU pede investigação
Internacional|Do R7
BAGDÁ, 1 Set (Reuters) - Pelo menos 47 pessoas teriam morrido em um acampamento de dissidentes iranianos no Iraque, neste domingo, disse a ONU, pedindo a Bagdá para investigar os "acontecimentos trágicos" em um local ao norte da capital.
A violência ocorreu horas depois de um ataque de morteiro no acampamento, que o grupo de dissidentes Mujahadin-e-Khalq (MEK) culpou o Exército iraquiano.
Duas fontes de segurança iraquianas disseram que forças especiais e do Exército abriram fogo contra os moradores que invadiram um posto na entrada do acampamento de Ashraf, um local que o governo do Iraque quer fechar. Elas afirmaram que pelo menos 19 pessoas foram mortas, 52 ficaram feridas e 38 foram presas e que acreditavam que os moradores não estavam armados.
No entanto, o comunicado da ONU informou um número de mortos próximo ao dado pelo MEK, que disse que 52 de seus cerca de 100 membros morreram no acampamento.
Um assessor do primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, disse que os relatos de que as forças de segurança abriram fogo contra os moradores eram infundados e que Maliki ordenou uma investigação sobre o que aconteceu.
Em um comunicado, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou para a restauração urgente da segurança no acampamento.











