Logo R7.com
RecordPlus

Dividida, UE permitirá que seus membros forneçam armas à oposição síria

Internacional|Do R7

  • Google News

Bruxelas, 27 mai (EFE).- Em uma reunião de seus ministros das Relações Exteriores marcada pela falta de consenso, a União Europeia (UE) deu nesta segunda-feira sinal verde para que seus 27 países membros forneçam armas à oposição síria, embora todos tenham se comprometido a não fazê-lo antes de agosto, para dar uma oportunidade às conversas de paz preparadas em Genebra. Devido à falta de um acordo unânime sobre a medida, o embargo europeu à Síria vai expirar no próximo dia 31, quando vencia a última prorrogação adotada há três meses. A partir desse momento, os governos terão liberdade para decidir se querem ou não fornecer armas aos rebeldes, algo que a curto prazo não é cogitado por eles, nem sequer o Reino Unido, que insiste há muito tempo pelo fim do embargo. "Embora não tenhamos planos imediatos para enviar armas à Síria, isso nos dá flexibilidade para responder no futuro se a situação continuar se deteriorando", disse ao término da reunião, em Bruxelas, o chefe da diplomacia britânica, William Hague. A suspensão do embargo, segundo fontes diplomáticas, mais representa uma mensagem política em relação à conferência de Genebra, promovida por Rússia e Estados Unidos, do que uma mudança no campo de ação. De fato, os 27 países membros se comprometeram hoje a não fornecer armamento à oposição antes de 1º de agosto a fim de "dar uma oportunidade ao diálogo", explicou o ministro de Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo. Antes dessa data, a UE "revisará sua posição" com base nos resultados da iniciativa de Rússia e EUA, diz o texto pactuado pelos ministros. Além disso, a UE acordou que qualquer entrega de armamento após essa data dependerá da condição que for usada para proteger a população civil e a garantias de que não cairão nas mãos erradas. Em paralelo, os integrantes do bloco pactuaram prorrogar durante um ano todas as demais sanções à Síria e que impõem duros castigos diplomáticos, financeiros e comerciais ao regime de Damasco. Londres tinha ameaçado deixar que todo esse pacote expirasse no dia 31 - algo que nenhum país membro queria - se não fossem aceitas suas reivindicações sobre o embargo de armas, às quais resistiu até o último momento um grupo de países liderado pela Áustria. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, reconheceu que a solução final não é a melhor, mas destacou ter sido obtido um resultado comum neste ponto. O chanceler francês, Laurent Fabius, ressaltou antes do fim da reunião a importância de abrir a porta para que "a resistência possa ter os meios armamentícios para se defender dos ataques do regime". Fabius deixou hoje Bruxelas antes de terminar as negociações para assistir em Paris a um encontro com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, destinada a preparar a nova conferência internacional sobre a Síria, que continua sem data definida. EFE mvs/id (foto)

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.