Ebola é a pior epidemia desde a Aids, afirma diretor do CDC
Organismo alertou que é preciso agir contra disseminação
Internacional|Ansa
O diretor do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), que trata de assuntos referentes a epidemias nos Estados Unidos, Thomas Frieden, disse nesta quinta-feira (9), que o surto de ebola na África pode ser comparado apenas à epidemia da Aids, no começo dos anos 1980.
"Desde que comecei a trabalhar com a saúde pública, há 30 anos, o único caso similar foi a Aids", disse, em discurso organizado pelo Banco Mundial e pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), em Washington.
Resposta ao ebola é "mais lenta que a velocidade de transmissão", dizem países mais afetados
Medo do vírus ebola põe Europa em alerta
Impacto do Ebola na África pode chegar a R$ 78 bi até 2015, diz Banco Mundial
"Será uma longa guerra", apontou, acrescento que "precisamos trabalhar" agora para que o surto não se transforme em algo parecido com a Aids, que já tirou a vida de ao menos 36 milhões de pessoas.
Na África, mais de 8.000 pessoas já foram diagnosticadas com o ebola, sendo que quase metade delas faleceu, apontou a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta quarta-feira, destacando que os números podem ser ainda maiores.
O primeiro caso diagnosticado nos Estados Unidos, o liberiano Thomas Eric Duncan, faleceu ontem, em decorrência da doença.
Enquanto isso, o governo americano tem intensificado o controle nos principais aeroportos do país.
Todos os dias, passageiros vindos de países em situação de risco terão sua temperatura medida com um sensor, a fim de evitar possíveis contaminações.
No entanto, são esperados vários alarmes falsos, porque a malária apresenta os mesmos sintomas.
Em Nova York, foi registrado um alarme falso, quando um homem foi hospitalizado com sintomas suspeitos. O jovem de 31 anos, natural do Harlem, foi hospitalizado após apresentar um quadro de febre, vômitos e diarreia ao retornar da Nigéria.
Em uma tentativa de bloquear o vírus, o governo de Barack Obama está construindo centros médicos na Libéria, país africano mais afetado pelo surto, e deve enviar, em breve, cerca de 4.000 soldados para a África Ocidental.
"Temos recursos como nenhum outro país e os nossos soldados estão construindo estruturas inexistentes para facilitar a transferência de pessoal e de equipamentos médicos", apontou o mandatário.
ONU
Autoridades da missão da ONU (Organização das Nações Unidas) para a emergência do ebola (Unmeer) declararam que a doença "não é uma condenação de morte", destacando que "o tratamento precoce significa uma melhor chance de sobrevivência".











