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Egito concede visto para 171 refugiados palestinos e sírios

Internacional|Do R7

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Cairo, 10 dez (EFE).- O Egito anunciou nesta terça-feira a libertação e a concessão de visto temporário de residência a 171 refugiados palestinos e sírios que estavam detidos no país por estarem em situação irregular. O porta-voz do Ministério egípcio de Relações Exteriores, Badr Abdel Ati, disse que essas pessoas terão vistos de residência de três meses para que possam regularizar sua situação no Egito. E explicou que já havia uma ordem da promotoria para sua libertação, mas que não pôde ser aplicada porque os refugiados não tinham residência e documentos, pois tinham entrado no país com visto de turista. Abdel Ati esclareceu que a prioridade para receber o novo visto foi para crianças, mulheres, idosos e homens doentes. Até ontem, 206 sírios e palestinos estavam detidos em delegacias das províncias de Alexandria, Port Said e Beheira, no norte do Egito. O porta-voz afirmou que nenhum desses refugiados pediu uma permissão de residência permanente e que as autoridades egípcias estão estudando a documentação de outros 30 que permanecem presos para dar o visto de residência. Ati negou que o tratamento aos sírios tenha mudado depois da derrubada militar do presidente Mohammed Mursi em julho "porque o Egito está com a revolução e com o povo sírio", apesar de ter "imposto medidas de segurança temporárias que dificultam a obtenção de vistos". E fez uma chamada à comunidade internacional e as organizações humanitárias para que "a responsabilidade não recaia só sobre no governo egípcio sem a colaboração do exterior". "Todos os sírios no Egito desfrutam dos mesmos direitos que os egípcios em saúde e educação, apesar da difícil situação que está passando o país", acrescentou. Segundo números do governo, 325 mil sírios fugiram para o Egito desde que explodiu a crise na Síria em março de 2011 e, deles, 128 mil são registrados como refugiados. Em outubro a Anistia Internacional acusou o Cairo de deter de forma ilegal e deportar para a Síria centenas de refugiados que tinham ido para o Egito, o que levou outros tantos a tentar chegar de maneira ilegal à Europa pelo Mar Mediterrâneo.EFE ir/cd

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