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Eleições em Israel serão realizadas em 17 de março

Internacional|Do R7

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Jerusalém, 3 dez (EFE).- As eleições em Israel serão realizadas antecipadamente em 17 de março, informou nesta quarta-feira o presidente do parlamento local, Yuli Edelstein, após uma reunião com os dirigentes dos principais grupos políticos. "Não há razão para esticar isto", disse Edelstein na reunião, no qual os grupos parlamentares expuseram suas preferências e no final aprovaram a data. Após semanas de tensões na coalizão liderada pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a crise no governo chegou ao seu auge ontem, quando o chefe do Executivo destituiu a ministra da Justiça, Tzipi Livni, e o ministro de Finanças, Yair Lapid. Netanyahu acusou os dois dirigentes de "tentar sabotar" o governo e não apoiar algumas de seus principais diretrizes políticas, como a contínua expansão dos assentamentos em Jerusalém. O primeiro-ministro decidiu então dar o primeiro passo para a convocação de eleições antecipadas. Menos de dois anos depois da última votação, o parlamento israelense iniciou durante a jornada de hoje o processo legislativo para sua dissolução e a convocação das novas eleições. A atual fragmentação da câmara (com 13 partidos, o mais numeroso com apenas 19 cadeiras) e a diferença de posturas dificultou muito a governabilidade. Apesar da atual legislatura ter elevado a cláusula de barreira para um partido ter representação no parlamento para 4%, os analistas consideram que a próxima câmara não terá menos legendas, pois as formações menores planejam formar uma coalização para driblar a medida. Segundo uma pesquisa divulgada ontem pelo "Canal 10" da televisão local, o Likud teria 22 cadeiras; seguido pelo Lar Judeu, partido do ministro da Economia Naftali Bennet, um dos maiores defensores da colonização judaica em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, que teria 17. Os dois partidos liderariam uma nova coalizão de direita que seria a mais nacionalista na história política israelense, e que também incluiria a legenda Yisrael Beiteinu, do ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, e mais dois partidos ultra-ortodoxos. Um partido novo, formado por um ex-ministro de Comunicações e ex-deputado do Likud com forte sensibilidade social, Moshe Kahlon, pode ser a surpresa das eleições e fazer parte do próximo governo. EFE mss-elb/dk

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