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Em noite violenta, México prende Ovidio Guzmán, filho de 'El Chapo'

O governo de Sinaloa orientou o povo a não sair às ruas e disse que escolas e escritórios administrativos foram fechados

Internacional|Do R7


Ovidio foi preso em 2019 por autoridades
Ovidio foi preso em 2019 por autoridades

O líder mexicano do narcotráfico Ovidio Guzmán, filho do chefão do crime organizado Joaquín “El Chapo” Guzmán, que está detido nos Estados Unidos, foi preso pelas autoridades mexicanas, disseram à Reuters cinco fontes com conhecimento do assunto, nesta quinta-feira (5).

As notícias da captura chegaram após uma noite de violência na cidade de Culiacán, no estado de Sinaloa, ao norte do México — casa do cartel com o mesmo nome, que é uma das mais poderosas organizações de tráfico de drogas do mundo.

Ovidio, que se tornou uma figura central no cartel de Sinaloa após a prisão do pai, fora detido brevemente em 2019 por forças de seguranças, mas acabou sendo solto para encerrar uma represália violenta gerada pela própria gangue, em um recuo vergonhoso para as autoridades mexicanas.

Desta vez, ele foi detido dias antes de uma cúpula de líderes da América do Norte na Cidade do México, que acontece na próxima semana com a presença do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden e terá questões de segurança na agenda.

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Uma das autoridades mexicanas disse que a prisão de Guzmán deve ser um acréscimo bem-vindo à cooperação entre EUA e México na questão da segurança antes da visita de Biden.

Os EUA ofereceram uma recompensa de 5 milhões de dólares (mais de R$ 26 milhões) por informações que levassem à prisão ou à condenação de Guzmán.

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Um surto de mortes por overdose nos Estados Unidos, alimentado pelo opioide sintético fentanil, gerou uma pressão maior sobre o México para combater organizações — como o cartel de Sinaloa — responsáveis por produzir e transportar a droga.

Para Tomas Guevara, especialista em segurança da Universidade Autônoma de Sinaloa, a prisão de Guzmán ajuda a melhorar a imagem das agências policiais do México após a humilhação de ter que liberar o filho de El Chapo em 2019.

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Pode também anunciar uma mudança de abordagem do governo, acrescentou Guevara, após críticas de muitos especialistas de segurança de que o presidente Andrés Manuel López Obrador estava pegando leve com os cartéis — uma acusação que ele nega.

O presidente argumenta que as táticas de confronto dos antecessores não foram bem-sucedidas e apenas causaram mais derramamento de sangue. Disse que, ao contrário, buscaria uma estratégia de “abraços, não balas”.

Na manhã desta quinta-feira, as forças de segurança tentavam conter uma reação violenta à prisão na região de Culiacán por parceiros de Guzmán, disse a mesma autoridade.

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O aeroporto da cidade foi fechado e continuará assim até a noite de quinta-feira. Um voo da Aeroméxico que deveria partir de Culiacán foi atingido por uma bala e suspenso, mas clientes e funcionários estão seguros, disse a companhia aérea.

O governo local orientou o povo a não sair às ruas e disse que escolas e escritórios administrativos foram fechados por causa da violência. Vídeos não verificados nas redes sociais parecem mostrar forte tiroteios, inclusive vindos de helicópteros, durante a noite. Bloqueios nas ruas também foram erguidos.

Joaquín "El Chapo" Guzmán, de 65 anos, foi condenado em Nova York, em 2019, por ter traficado bilhões de dólares em drogas para os Estados Unidos e conspirado para assassinar inimigos. Ele cumpre pena de prisão perpétua na Supermax do Colorado, a mais segura prisão federal americana.

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