Empresa dona do avião que caiu em Cuba tem as atividades suspensas
Autoridades mexicanas suspenderam as atividades da Damojh, companhia que arrendou aeronave para empresa cubana. Esta não é a primeira punição
Internacional|Cristina Charão, do R7, com Reuters

O México suspendeu as operações da empresa mexicana que arrendou à companhia aérea Cubana o Boeing 737 que caiu ao decolar do aeroporto de Havana, na sexta-feira (18), provocando 111 mortes. O acidente é um dos piores desastres aéreos de Cuba.
A aeronave que caiu em Havana foi construída em 1979 e arrendado à Cubana pela pouco conhecida empresa mexicana Damojh.
A autoridade de aviação aérea do México suspendeu temporariamente as operações da Damojh para averiguar se a empresa cumpre os regulamentos e coletar informações que ajudem os investigadores a descobrirem o motivo da queda.
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Até agora os investigadores cubanos recuperaram o gravador de voz da cabine e ainda procuram o gravador de dados de voo. Cuba liderará a investigação com ajuda de investigadores mexicanos e norte-americanos, disse a mídia estatal cubana.
Empresa já havia sido suspensa
A Damojh, que possuía três Boeing 737 antes do acidente, já foi suspensa duas vezes durante vistorias de observância dos regulamentos, disse a autoridade.
As operações da empresa foram interrompidas durante cerca de um mês em 2010, depois que um avião dela fez um pouso de emergência no resort litorâneo mexicano de Puerto Vallarta por conta de um problema em seu trem de pouso.
A autoridade voltou a investigá-la em 2013, depois de receber uma queixa de Marco Aurelio Hernández, que no final de semana a mídia mexicana identificou como um ex-piloto da Damojh.
Segundo o jornal mexicano Milenio, Hernández criticou a companhia pela falta de manutenção adequada de seus aviões. O inquérito de 2013 levou a uma suspensão de cerca de dois meses.
Cubana morreu no hospital
O acidente matou 100 cubanos, 7 mexicanos, dois argentinos e dois saarauís de uma área disputada do Saara Ocidental conhecida como República Árabe Saarauí Democrática.
A mais recente vítima fatal é Grettel Landrove, estudante cubana de 23 anos, que morreu em um hospital de Havana devido a "lesões traumáticas graves", noticiou a mídia estatal da ilha.
Duas outras cubanas permanecem em estado grave resultante de queimaduras e outros ferimentos com alto risco de complicações, segundo reportagens. Seu quadro está sendo acompanhado atentamente por muitos conterrâneos por meio de boletins médicos frequentes.














