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Engenheiro é condenado nos EUA por exportar tecnologia ao Irã

Mahdi Sadeghi, que nasceu no Irã, foi considerado culpado por um júri federal em Boston em três acusações

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mahdi Sadeghi, engenheiro nascido no Irã e residente nos EUA, foi condenado por exportar ilegalmente tecnologia para o Irã.
  • Ele foi considerado culpado por conspiração para violar sanções dos EUA, mas inocente em outras acusações relacionadas à Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.
  • Sadeghi foi acusado de trabalhar com Mohammad Abedini para enviar tecnologia a uma empresa iraniana ligada a drones militares.
  • O julgamento focou na exportação de sensores, sem abordar diretamente um ataque na Jordânia relacionado à tecnologia exportada.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Três homens posam para uma selfie em um ambiente interno. O homem à esquerda, com cabelo escuro e uma camisa listrada em rosa e preto, sorri. No centro, um homem com uma camiseta verde está parcialmente oculto. À direita, um homem de cabelo claro e óculos, vestindo uma camisa azul clara, também sorri. O fundo é neutro, com paredes claras e um piso de cerâmica.
Julgamento de Sadeghi foi adiado por meses devido à preocupação em selecionar um júri imparcial EUA/Divulgação via Reuters

Um engenheiro nascido no Irã foi condenado nesta segunda-feira (13) por acusações dos EUA de ter conspirado para exportar ilegalmente tecnologia com potencial aplicação em drones militares para uma empresa no Irã, cujos clientes incluíam a Guarda Revolucionária do país.

Mahdi Sadeghi, cidadão com dupla nacionalidade norte-americana e iraniana e residente em Natick, Massachusetts, que trabalhava na Analog Devices antes de sua prisão em dezembro de 2024, foi considerado culpado por um júri federal em Boston em três acusações, incluindo conspiração para exportar tecnologia para o Irã, violando as sanções dos EUA.


O júri considerou Sadeghi inocente em outras duas acusações que alegavam violações da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. A juíza federal Indira Talwani marcou a sentença para 13 de outubro.

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Os advogados de Sadeghi se recusaram a comentar. Eles haviam argumentado no julgamento que ele era inocente e não tinha motivo para arriscar sua carreira e a vida que havia construído nos Estados Unidos infringindo a lei.


Os promotores acusaram Sadeghi juntamente com um empresário iraniano que, segundo eles, dirigia uma empresa que fabricava um sistema de navegação usado em drones militares do Irã, incluindo um que atacou um posto avançado dos EUA na Jordânia em janeiro de 2024. O ataque, perpetrado por militantes apoiados pelo Irã, matou três militares norte-americanos e feriu mais de 40 outros.

O empresário, Mohammad Abedini, foi preso na Itália a pedido do governo dos EUA, mas foi libertado em janeiro de 2025 depois que o Irã deteve um jornalista italiano — que também foi libertado posteriormente —, em um incidente que atraiu a atenção internacional.


Sadeghi, de 43 anos, foi a julgamento sozinho pelas acusações contra ele, nenhuma das quais dizia respeito ao ataque na Jordânia. Não foi permitido que os promotores apresentassem provas sobre o incidente na Jordânia durante o julgamento para evitar “prejuízo injusto”.

Em vez disso, o caso concentrou-se no que os promotores alegaram serem os esforços de Sadeghi para adquirir e exportar ilegalmente tecnologia — particularmente sensores — da Analog Devices para a empresa de Abedini sediada no Irã, a San’at Danesh Rahpooyan Aflak Co, ou SDRA, fabricante de sistema de navegação.


Os promotores afirmaram que, por recomendação de Sadeghi, a Analog Devices passou a trabalhar com uma empresa sediada na Suíça, fundada por Abedini em 2019, e enviou peças eletrônicas para ela, sem saber que a tecnologia da empresa global de chips sediada em Massachusetts seria canalizada para o Irã.

Os advogados de defesa argumentaram que todas as transações comerciais eram legítimas e transparentes, e que a empresa suíça de Abedini era uma empresa genuína focada em tecnologia de rastreamento de movimento, e não a “fachada falsa” retratada pelos promotores.

O julgamento de Sadeghi havia sido adiado por vários meses devido à preocupação em selecionar um júri imparcial após o início da guerra no Irã. O advogado de defesa Daniel Marx, em sua declaração inicial em 23 de junho, instou os jurados a “julgar o sr. Sadeghi com base nas provas apresentadas neste tribunal, e não no que está acontecendo no resto do mundo”.

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