Erdogan convoca seguidores a defender democracia após onda de protestos
Internacional|Do R7
Istambul, 14 jun (EFE).- O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu nesta sexta-feira aos seus seguidores que participem dos comícios que seu partido convocou para este fim de semana com o objetivo de "defender a democracia", após a onda de protestos antigovernamentais que tomou o país há duas semanas. "Juntos seremos Turquia", proclamou diante de membros de seu partido. Erdogan voltou a afirmar que uma conspiração está por trás das manifestações e das críticas, tanto internas como internacionais, sobre sua gestão da crise. Sobre a ocupação do parque de Istambul, que gerou o movimento de protesto, o primeiro-ministro disse que deseja que ela "termine hoje mesmo". Erdogan explicou que não pretende demonstrar que seu apoio é maior do que da oposição, e sim "demonstrar que classe de nação somos para aqueles que especulam com a Turquia". O dirigente convocou não apenas seus "irmãos" do partido AKP, de tendência islamita moderada, mas outras forças nacionalistas e islamitas e "todos os patriotas" a comparecer aos comícios que serão realizados sábado, em Ancara, e domingo, em Istambul. Erdogan reafirmou dois dos argumentos que manteve desde o começo dos protestos: o vandalismo dos manifestantes e o interesse político. O primeiro-ministro disse que o parque Gezi é "um teatro ao ar livre e não se fala de quem está por trás". "Os botões são apertados do estrangeiro", afirmou Erdogan, que assegurou que há interesses políticos e conspirações econômicas por trás das manifestações. Erodgan afirmou que a onda de protestos se insere na campanha das eleições locais de março de 2014 e advertiu que seu partido conta com 21,5 milhões de votos. Sobre a dureza da repressão policial, especialmente o uso de gás pimenta contra os manifestantes, assegurou que os agentes seguirão intervindo diante de qualquer ato ilegal e que o uso desta substância é permitida pela lei. Erdogan, no entanto, admitiu que não irá impor a urbanização do parque enquanto a justiça não se pronunciar sobre a questão e que inclusive consultará os cidadãos em um referendo. EFE as-iut/dk












