Especialistas franceses consideram busca submarina do avião precipitada
Para eles, a zona de busca do avião desaparecido é muito grande
Internacional|Do R7

O BEA (Organismo de Investigação e Análise francês), o organismo francês especializado em acidentes aéreos, considerou nesta segunda-feira (24) precipitado iniciar uma busca submarina do Boeing da Malaysian Airlines desaparecido em 8 de março enquanto não se puder estabelecer um raio menor de sua possível localização no oceano Índico.
Em comunicado, o BEA informou que, com as informações disponíveis, as regiões nas quais tentam localizar fragmentos do aparelho são extremamente amplas, por isso não permitem, por enquanto, contemplar uma busca submarina.
"Uma busca submarina para tentar localizar o avião do voo MH-370 só poderá ser lançada se as ações em curso permitirem definir uma zona de busca mais reduzida que as atuais", acrescentou.
Os três especialistas do BEA que haviam sido enviados em missão a Kuala Lumpur para ajudar as autoridades da Malásia voltaram à França no último fim de semana.
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No caso, foi possível recuperar destroços da aeronave da Air France e, em particular, a caixa-preta, a 3.900 metros de profundidade, mas depois de quase dois anos.
Jean-Paul Troadec, que então dirigia o BEA, contou que quando foi lançada a campanha de busca submarina, seu círculo de incerteza correspondia a cinco minutos de voo, ou seja, um círculo de 75 quilômetros de rádio, com uma superfície de 17 mil quilômetros quadrados.
Troadec, em declarações publicadas hoje pelo jornal Le Monde, explicou que agora com o Boeing 777 da Malaysian a zona de incerteza é muito maior.












