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EUA mudam dinâmica e retomam ataques ao Irã na manhã desta quarta, após ofensiva noturna

O anúncio ocorre em meio ao recrudescimento do confronto entre Washington e Teerã e ao colapso de acordo provisório

Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo e Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA iniciaram uma nova onda de ataques contra o Irã, visando enfraquecer as capacidades militares iranianas no Estreito de Ormuz.
  • Os ataques americanos ocorrem após o colapso de um acordo provisório que havia suspendido temporariamente as hostilidades entre Washington e Teerã.
  • A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ameaçou fechar corredores de exportação e atacou instalações militares dos EUA em retaliação.
  • Os preços do petróleo subiram devido à interrupção no abastecimento causada pelos conflitos no Estreito de Ormuz.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Aeronave se prepara para pousar a bordo do USS George H.W. Bush, em local desconhecido, em imagem divulgada em 14 de julho de 2026, extraída de um vídeo fornecido pela fonte
Segundo os EUA, "ataques têm como objetivo enfraquecer ainda mais as capacidades militares" das forças iranianas U.S. Central Command/Comando Central dos EUA (CENTCOM)/Reuters - 14.07.2026

As Forças Armadas dos EUA disseram ter iniciado uma nova onda de ataques contra o Irã às 6h (7h no horário de Brasília), nesta quarta-feira (15).

“Os ataques têm como objetivo enfraquecer ainda mais as capacidades militares que as forças iranianas têm utilizado para atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz”, afirmou o Comando Central dos EUA em uma publicação no X.


A nova operação marca uma mudança no ritmo da campanha americana, já que, nos últimos dias, os ataques haviam sido realizados apenas durante a noite.

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O anúncio ocorre em meio ao recrudescimento do confronto entre Washington e Teerã e ao colapso do acordo provisório que havia suspendido temporariamente as hostilidades.


Na noite de terça-feira (14), o Centcom informou ter concluído uma ofensiva de sete horas contra dezenas de alvos militares próximos ao estreito de Ormuz e em áreas costeiras do Irã.

De acordo com o comando, caças, drones e embarcações da Marinha americana empregaram munições de precisão contra instalações de mísseis e drones, capacidades navais e sistemas de defesa costeira, com o objetivo de enfraquecer a capacidade iraniana de ameaçar o transporte marítimo comercial.


Os novos ataques ocorrem após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o restabelecimento do bloqueio naval a embarcações com origem ou destino em portos iranianos.

Irã ameaça novas vias marítimas

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ameaçou fechar “todos os outros corredores de exportação que beneficiem os EUA e seus aliados”, segundo a mídia iraniana, depois que o regime fechou o estreito de Ormuz e os EUA restabeleceram um bloqueio naval aos portos iranianos.


Analistas afirmaram que o Irã vem sinalizando que pode usar seus aliados houthis no Iêmen para fechar a passagem de Bab el-Mandeb para o mar Vermelho, abrindo uma nova frente contra Washington e colocando em risco duas das principais rotas de abastecimento energético do mundo.

O estreito canal liga o mar Vermelho ao golfo de Áden, por onde passam as exportações de petróleo da Arábia Saudita e uma parcela substancial do transporte marítimo global.

Uma autoridade de alto escalão houthi advertiu na segunda-feira (13) que o grupo estava preparado para fechar o estreito de Bab el-Mandeb — uma medida que, segundo ele, poderia fazer os preços do petróleo dispararem para US$ 200 o barril — caso a Arábia Saudita continuasse a atacar o Iêmen, de acordo com uma reportagem no site da Press TV do Irã.

Ataque a forças sauditas

Forças houthis dispararam mísseis contra a Arábia Saudita após acusarem o reino de bombardear um aeroporto sob seu controle na segunda-feira, rompendo uma trégua de quatro anos no conflito entre o reino e o grupo alinhado ao Irã.

Os houthis já demonstraram que podem paralisar o comércio global através do estreito de Bab el-Mandeb.

Após o início da guerra de Gaza, em outubro de 2023, o grupo apoiado pelo Irã lançou ataques contra a navegação comercial no mar Vermelho, afirmando que tinha como alvo embarcações ligadas a Israel, em apoio aos palestinos.

A mais recente ameaça à navegação global ocorre um dia depois que as Forças Armadas dos EUA anunciaram o início de uma nova rodada de ataques “para continuar a enfraquecer as capacidades iranianas utilizadas para atacar a navegação comercial no estreito de Ormuz.”

Os Estados Unidos afirmaram que o Irã havia atacado sete navios comerciais na última semana, resultando em quase uma dúzia de tripulantes mortos, desaparecidos ou feridos.

Irã diz que Ormuz seguirá fechado

A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou nesta quarta-feira que o estreito de Ormuz permaneceria fechado até o que descreveu como “o fim dos males dos Estados Unidos”.

Antes do início da guerra, em fevereiro, cerca de um quinto dos embarques globais de petróleo e gás passava por Ormuz diariamente.

A Guarda afirmou ter atacado o que descreveu como instalações de comando e controle, logística, combustível e equipamentos militares pertencentes à Quinta Frota dos EUA no Bahrein, em resposta aos últimos ataques norte-americanos no estreito de Ormuz.

Eles também afirmaram ter incendiado e destruído o que descreveram como uma instalação logística dos EUA em Mina Abdullah, no Kuwait, e que sua força aérea havia atacado o que descreveram como uma base dos EUA em Azraq, na Jordânia, tendo como alvo hangares de aeronaves.

Eles afirmaram que alguns dos ataques dos EUA haviam sido lançados a partir de bases em território jordaniano.

Na manhã desta quarta-feira, a agência de notícias estatal do Kuwait informou que um incêndio havia sido controlado em um local alvo de ataques iranianos. Não ficou claro imediatamente se o incêndio ocorreu no mesmo local mencionado no comunicado do IRGC.

A defesa aérea da Jordânia interceptou e abateu três mísseis balísticos que entraram no espaço aéreo do país a partir do território iraniano na madrugada desta quarta-feira.

As hostilidades entre o Irã e os EUA se reacenderam na semana passada, abalando uma trégua já frágil alcançada em junho, após vários meses de combates que mataram milhares de pessoas.

Trump ameaça alvos no setor de energia

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou na terça-feira atacar usinas de energia e pontes iranianas na próxima semana, a menos que Teerã retome as negociações.

“Vou deixar os alvos do setor energético para o final, mas, no fim das contas, vamos atacá-los”, disse Trump em entrevista a Trey Yingst, da Fox News.

Os negociadores dos EUA estavam em contato com seus homólogos iranianos para dizer a eles: “É melhor vocês chegarem a um acordo”, acrescentou Trump.

À medida que as tensões aumentavam, Trump sugeriu, na segunda-feira, a ideia de uma taxa de 20% sobre o transporte marítimo pelo estreito, o que gerou críticas contundentes da agência de navegação da ONU e de outros.

Na terça-feira, ele descartou a ideia e disse, sem fornecer detalhes, que buscaria, em vez disso, acordos de investimento com os países do Golfo.

Os preços do petróleo subiam na quarta-feira, após fecharem com alta de 2% na terça-feira — atingindo a maior cotação em um mês —, à medida que os últimos ataques agravaram a interrupção no abastecimento no estreito de Ormuz.

Pela segunda sessão consecutiva, o Brent fechou em seu maior nível desde 12 de junho e o West Texas Intermediate (WTI) em seu maior nível desde 15 de junho. Ambos os contratos se valorizavam ainda mais no início das negociações desta quarta-feira.

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