EUA confirmam morte de voluntária americana sequestrada por EI na Síria
Internacional|Do R7
(Acrescenta comunicado de John Kerry e ligação de Obama). Washington, 10 fev (EFE).- O governo dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira a morte da voluntária americana Kayla Muller, que tinha sido sequestrada pelo Estado Islâmico (EI), após o grupo jihadista anunciar na semana passada que ela não teria resistido aos bombardeios da Força Aérea jordaniana. "Com profunda tristeza reconhecemos a morte de Kayla Jean Muller", disse o gabinete do porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, em um breve comunicado. A nota não informou sobre as causas da morte nem se ela morreu nos bombardeios da Jordânia, como sustenta o EI. A jovem, de 26 anos e originária do estado do Arizona, foi sequestrada em 4 de agosto de 2013 e, desde então, sua família tinha se mantido em "silêncio" para não atrapalhar uma possível libertação da trabalhadora humanitária. O nome da voluntária só foi divulgado na sexta-feira passada. A família de Kayla confirmou a notícia de sua morte. "Temos o coração partido ao informar que recebemos confirmação de que Kayla Jean Muller perdeu a vida", disseram seus pais, Carl e Marsha Muller, em um comunicado divulgado minutos depois da Casa Branca emitir a nota. "Kayla foi uma humanista devota e compassiva. Dedicou toda sua jovem vida a ajudar na busca de liberdade, justiça e paz", afirmaram os pais. O presidente americano, Barack Obama, ligou para os pais de Kayla para "oferecer suas condolências e orações" e agradecer o "compromisso" de sua filha para "ajudar os que mais necessitavam", explicou Bernadette Meehan, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca. Na conversa, Obama se comprometeu "a perseguir sem descanso os terroristas responsáveis pelo cativeiro e morte" da jovem voluntária, e ressaltou que seu governo "está preparado para ajudar a família nas difíceis semanas e meses que vem pela frente". A nota do porta-voz do governo americano assegurou que "não importa o tempo que levar, os EUA encontrarão e levarão perante a Justiça os terroristas responsáveis pelo cativeiro e morte de Kayla". "O EI é um grupo terrorista odioso e horrendo cujas ações são um claro contraste ao espírito de gente como Kayla", acrescentou o comunicado da Casa Branca. Já o secretário de Estado de EUA, John Kerry, afirmou que o "EI, e apenas o EI, é a razão pela qual Kayla se foi". "Todos os americanos choram sua perda, uma jovem americana caridosa que representava o bem do espírito humano", disse o chefe da diplomacia dos Estados Unidos. O Estado Islâmico já assassinou três reféns americanos, todos no ano passado: os jornalistas James Foley e Steven Sotloff e o trabalhador humanitário Peter Kassig. EFE afs/dk











