EUA: Cuba começa a cumprir acordo e libertar presos políticos
Internacional|Do R7
Washington, 6 jan (EFE).- O governo de Cuba libertou alguns dos 53 prisioneiros políticos que havia se comprometido a soltar como parte do acordo que permitiu a entrega de três espiões cubanos que estavam presos nos Estados Unidos, confirmou nesta terça-feira o Departamento de Estado. "Alguns prisioneiros políticos já foram libertados", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, em sua entrevista coletiva diária. Ela não deu detalhes sobre o número ou a identidade dos presos porque a administração, que elaborou a lista dos 53 prisioneiros políticos que devem ser libertados, decidiu mantê-la em segredo. A porta-voz defendeu a decisão de não publicar a lista, apesar aos pedidos de transparência e acusações de sigilo feitas por setores da dissidência cubana, porque os Estados Unidos "não estão tentando pôr um alvo maior nos dissidentes cubanos, mas conseguir que os libertem". Em 17 de dezembro o presidente de Cuba, Raúl Castro, anunciou que seu governo tinha decidido libertar uma série de presos que os Estados Unidos "tinham demonstrado interesse", mas sem especificar quem e quantos seriam. A medida, disse, foi tomada "de maneira unilateral, como é nossa prática e em estrito apego ao nosso ordenamento legal". Raúl Castro se referiu assim à libertação de presos ao anunciar o retorno a Cuba de Gerardo Hernández, Ramón Labañino e Antonio Guerrero, os três agentes cubanos do grupo dos "Cinco" que ainda permaneciam presos nos EUA desde 1998. Psaki assegurou hoje que o compromisso de libertar os dissidentes é um que Cuba "fez não só com os Estados Unidos, mas também com o Vaticano", que facilitou os contatos secretos entre as delegações americana e cubana que conduziram ao anúncio da normalização das relações entre os dois países. "Seguiremos pedindo ao governo de Cuba que cumpra seu compromisso (de libertar os 53 presos políticos). Gostaríamos de ver este processo completado em um futuro próximo, e é algo que continuaremos conversando", acrescentou a porta-voz. O senador republicano Marco Rubio, de origem cubana, havia cobrado hoje o presidente Barack Obama a cancelar as conversas bilaterais previstas para este mês em Havana até que Cuba cumprisse o compromisso de libertar os 53 prisioneiros e acabar com a "repressão" aos dissidentes. O senador pela Flórida é um dos mais críticos à política de normalização de relações com Cuba anunciada por Obama em dezembro. A respeito, Psaki indicou que a viagem da delegação americana a Havana será uma "oportunidade de falar diretamente sobre assuntos de direitos humanos", e defendeu a nova política dos EUA para Cuba, que "fará mais para empoderar o povo cubano do que antes, quando eram mantidos isolados". A viagem a Cuba de funcionários americanos no final de janeiro será a primeira missão de alto nível à ilha, e será liderada pela secretária de Estado adjunta para a América Latina, Roberta Jacobson. A visita terá como objetivo principal manter uma nova rodada do diálogo migratório, retomada em 2013 entre os países, mas também serão discutidos temas de direitos humanos, adiantou Psaki. EFE llb/cd












