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EUA devolvem dois prisioneiros de Guantánamo a seu país de origem

Mauritanos que ficaram presos por anos foram declarados inocentes pela justiça americana

Internacional|Do R7

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Guantanamo abriga atualmente 166 prisioneiros
Guantanamo abriga atualmente 166 prisioneiros

Os Estados Unidos entregaram à Mauritânia na noite de sexta-feira (31) dois prisioneiros mauritanos do centro de detenção de Guantánamo (Cuba) declarados inocentes pela justiça americana, indicaram fontes humanitárias e dos serviços de segurança.

"A Mauritânia recebeu na noite de sexta-feira seus prisioneiros de Guantánamo e a polícia os conduziu às suas dependências", declarou à AFP Hamud Uld Nebagha, presidente da Iniciativa para a Libertação dos Prisioneiros Mauritanos de Guantánamo.


Os dois prisioneiros, que "estavam acompanhados por policiais americanos, foram transferidos a Nuakchott por um avião das forças" americanas que pousou na sexta-feira na capital mauritana, segundo uma fonte dos serviços de segurança.

Mohamedu Uld Slahi e Ahmed Uld Abdel Aziz estavam detidos havia vários anos na prisão da base militar americana de Guantánamo "depois de terem sido declarados inocentes pela justiça americana", segundo Uld Nebagha.


Dezenas de pessoas próximas a ambos protestaram dias antes, em 23 de maio, diante da embaixada dos Estados Unidos em Nuakchott para exigir sua libertação.

Um terceiro prisioneiro mauritano, Sidamine Uld Sidi Mohamed, foi libertado em 2009 e devolvido ao seu país.


Mais de 11 anos após sua abertura, a polêmica prisão americana abriga 166 prisioneiros. Deles, 86 (entre eles 56 iemenitas) devem ser transferidos em breve aos seus países por falta de provas para acusá-los.

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