Logo R7.com
RecordPlus

EUA: tribunal valida fim de proteção para imigrantes de 4 países

Decisão pode acelerar deportação de mais de 360 mil estrangeiros amparados por proteção a cidadãos de países afetados por conflitos ou desastres naturais

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Organizações pretendem recorrer da decisão
Organizações pretendem recorrer da decisão

Um tribunal federal nos Estados Unidos permitiu nesta segunda-feira que o governo do presidente Donald Trump encerre o "status de proteção temporário" (TPS, na sigla em inglês) para imigrantes de El Salvador, Nicarágua, Sudão e Haiti.

A decisão do tribunal de apelações do 9º Circuito, com dois votos a favor e um contra, coloca em risco de deportação cerca de 300 mil salvadorenhos, 5 mil nicaraguenses, mil sudaneses e 58 mil haitianos que, até então, estavam amparados pela proteção migratória concedida de forma extraordinária a cidadãos de países afetados por conflitos bélicos ou desastres naturais.


"O painel anulou uma ordem judicial preliminar que proibia a implementação de decisões de rescisão do TPS de Sudão, Nicarágua, Haiti e El Salvador", afirmaram os três juízes do tribunal sediado em Pasadena, na Califórnia.

No documento, os magistrados descartaram a existência de discriminação racial por trás da decisão do governo, um dos argumentos da parte denunciante, e afirmaram que "não foram apresentados nem sequer argumentos sérios" para a acusação.


Enquanto não sai a confirmação oficial, a expectativa é que estrangeiros protegidos pelo TPS e organizações que defendem os direitos dos imigrantes contestem a decisão.

Grupos como a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e CASA Maryland expressaram oposição à decisão pouco depois da divulgação do resultado da votação.


"Se a decisão for mantida, estes residentes legais de longa data que foram bem-vindos aos EUA porque os seus países estavam envolvidos em violência ou catástrofes naturais podem ser deportados, dividindo centenas de milhares de famílias americanas", argumentou a ACLU em comunicado.

Elsy Alfaro, uma ativista salvadorenha que é beneficiária do TPS e membro do grupo CASA Maryland, disse estar "devastada" pela decisão do tribunal, mas exclamou que "as motivações racistas de Trump não vencerão este jogo".


Alfaro também exigiu que o Congresso aja para proteger todas as pessoas amparadas pelo TPS que vivem "na incerteza porque a sua situação legal está em debate".

El Salvador foi incluído neste programa em 2001. A Nicarágua entrou em 1999, o Sudão passou a fazer parte em 1997, e o Haiti, em 2010.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.