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Ex-agentes de Pinochet são condenados por sequestro durante a ditadura

Miguel Acuña desapareceu nas mãos da polícia secreta em 1974

Internacional|Do R7

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O juiz chileno Hernán Crisosto condenou nesta segunda-feira (2) 78 ex-agentes da Polícia Secreta do ditador Augusto Pinochet (1973-1990) pelo sequestro qualificado de Miguel Acuña, detido e desaparecido em 1974 e considerado uma das vítimas da chamada Operação Colombo.

No julgamento pelo desaparecimento de Acuña, o juiz da Corte de Apelações de Santiago decretou penas de 13, 10 e quatros anos de prisão para os 78 ex-agentes da temível Dina (Direção de Inteligência Nacional), informaram fontes judiciais.

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Entre os condenados a 13 anos de prisão está Manuel Contreras, ex-chefe da Dina, que acumula penas de um total de 467 anos de prisão, após ser condenado em dezenas de julgamentos por violações aos direitos humanos.

No último dia 8 de janeiro, Contreras foi condenado no marco da mesma operação a outros 13 anos pela morte e desaparecimento de Bernardo de Castro, militante do Partido Socialista do Chile.

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Na sentença de hoje, o juiz especial deste caso de violação aos direitos humanos assinala que Miguel Acuña, militante do MIR (Movimento de Esquerda Revolucionária), foi detido por agentes de Pinochet e transferido para Londres 38, um recinto clandestino de detenção, tortura e desaparecimento.

Em julho de 1975 foi divulgada uma lista de 119 chilenos falecidos no exterior, em supostos enfrentamentos com forças de segurança ou por brigas entre eles mesmos.

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Os 119 nomes, que incluem Miguel Acuña, correspondem às vítimas da Operação Colombo, um esquema da ditadura para encobrir seus desaparecimentos, que contou com a colaboração das ditaduras militares de Argentina e Brasil.

A Operação Colombo é considerada o primeiro episódio da Operação Condor, que foi uma coordenação entre as ditaduras militares dos países do Cone Sul para eliminar opositores.

Durante a ditadura de Pinochet, segundo números oficiais, 3.200 pessoas morreram nas mãos de agentes do Estado, das quais 1.192 aparecem ainda como desaparecidas, e mais de 33 mil como sequestradas, torturadas e presas por causas políticas. 

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