Ex-número dois de Bo Xilai compare ao tribunal como testemunha de acusação
Internacional|Do R7
Jinan (China), 24 ago (EFE).- O ex-número dois de Bo Xilai, Wang Lijun, compareceu neste sábado ao Tribunal Intermediário de Jinan, no lesta da China, para ser testemunha de acusação no terceiro dia de julgamento do ex-dirigente político por aceitação de subornos, desvio de verbas e abuso de poder. Wang, que cumpre uma pena de 15 anos de prisão, compareceu para testemunhar sobre as acusações de abuso de poder, as mais substanciais e relacionadas com a suposta participação de Bo no assassinato do empresário britânico Neil Heywood, um crime pelo qual a esposa do ex-líder, Gu Kailai, foi condenada à morte, mas com possibilidade de comutação. A trama descoberta em torno do assassinato de Heywood, tratada inicialmente como uma morte por excesso de álcool, motivou a queda no último ano de Bo, quem até então era considerado um dos dirigentes com maior projeção no país. Wang, então chefe de Polícia de Chongqing, cumpre 15 anos de prisão por deserção, manipulação da lei, abuso de poder e corrupção, depois que, em fevereiro de 2012, tentasse se refugiar no consulado dos EUA da cidade de Chengdu (próxima a Chongqing), onde revelou as más práticas de Bo e vinculou a morte de Heywood com sua esposa. Segundo a ata judicial do processo contra Wang - em setembro de 2012 -, o ex-aliado de Bo Xilai - cuja fuga à legação americana deu início a todo esse escândalo - pediu asilo político com o argumento de que estava "sendo ameaçado por suas investigações em casos criminosos". Neste mesmo documento, Wang afirma que, antes de tentar se refugiar no consulado americano, relatou ao "então chefe do PCCh em Chongqing (Bo Xilai)" que sua esposa era "altamente suspeita" no crime, fato que fez com que o ex-líder político chinês reagisse com uma "sonora bofetada". EFE pav-mv/fk












