Ex-presidente do Equador, Correa concorrerá a vice em 2021

Candidato a presidente pelo Revolução Cidadã nas eleições será Andrés Arauz. Partido é membro da aliança de esquerda União pela Esperança

No período em que esta foto foi tirada, Correa era presidente do Equador

No período em que esta foto foi tirada, Correa era presidente do Equador

Cecilia Puebla - EFE/Arquivo 08.07.2007

Ex-presidente do Equador entre 2007 e 2017, Rafael Correa concorrerá a vice nas eleições de 2021 pela chapa do movimento Revolução Cidadã (CR).

A decisão foi confirmada nesta segunda-feira à Agência EFE pelo assessor de comunicação do ex-presidente, Amauri Chamorro.

O candidato a presidente pelo Revolução Cidadã nas eleições será Andrés Arauz. A fórmula é semelhante à seguida no ano passado na Argentina pela ex-presidente Cristina Kirchner, que agora é vice de Alberto Fernández.

Chamorro afirmou que a decisão da liderança do movimento é "oficial", embora ainda não tenha sido anunciada.

A União pela Esperança, aliança de esquerda da qual o RC é membro e pela qual Arauz e Correa participariam das eleições, convocou uma entrevista coletiva por teleconferência para esta terça-feira (18), na qual as candidaturas devem ser ratificadas.

A nomeação de Correa, que vive na Bélgica desde 2017, era esperada há algum tempo por seus apoiadores mais próximos, que estavam tentando encontrar o candidato ideal para completar a chapa.

Arauz, de 35 anos, especialista em economia pública, atuou brevemente como ministro da Cultura no final do último mandato de Correa e está atualmente na Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) concluindo doutorado em Sistemas Internacionais de Pagamento.

Condenação por corrupção

A candidatura de Correa também estava pendente do desenvolvimento judicial do caso "Subornos 2012-2016", no qual ele foi considerado culpado em primeira e segunda instâncias.

O caso refere-se a uma suposta rede de corrupção através da qual propinas teriam sido recebidas no palácio presidencial para o financiamento irregular do movimento governista Alianza País, em troca da concessão de contratos públicos milionários a empresas.

A defesa do ex-presidente equatoriano entrou com um recurso na Corte Nacional de Justiça (CNJ) no último dia 7 contra a sentença de oito anos de prisão que ele recebeu.

Conforme explicou Chamorro, a candidatura de Correa bloquearia temporariamente o processo judicial, já que os candidatos contam com imunidade, de modo que não haveria tempo para uma condenação final.

Ainda de acordo com o assessor, a candidatura de Correa será formalizada por procuração através do Consulado do Equador na Bélgica.

A possibilidade de concorrer a vice vinha sendo cogitada por Correa há mais de dois anos, devido à impossibilidade de que ele disputasse a reeleição à presidência, após um referendo realizado em 2018 o proibir.