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Executivo britânico vai usar software livre para economizar custos

Internacional|Do R7

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Londres, 29 jan (EFE).- O executivo do Reino Unido estimulará o uso de softwares livres em vez de produtos com copyright, como o pacote Office da Microsoft, para economizar gastos, disse nesta quarta-feira o secretário de estado do governo britânico, Francis Maude. Em uma discurso durante um evento sobre novos serviços digitais, Maude disse que o governo estuda abandonar os caros programas produzidos por empresas como Microsoft, muito frequentes nos ambientes de trabalho. Desde 2010, o setor público britânico 200 milhões de libras (R$ 808 milhões) no pagamento de licença de produtos do pacote Office. Segundo o político, responsável pela reforma da administração pública britânica, poderiam ser cortados anualmente uma proporção significativa desse valor somente com a mudança para programas de software de código aberto como OpenOffice e Google Docs. Diversificando o uso de software nos escritórios do governo "ajudaremos a romper o oligopólio dos fornecedores e a melhorar as comunicações entre os funcionários", justificou. Essa proposta faz parte do propósito da coalizão de conservadores e liberal-democratas para tornar a gestão mais eficiente. "O software que utilizamos no governo é produzido por poucas companhias. Um pequeno oligopólio domina o mercado", afirmou Maude. O secretário de Estado quer que "se utilize um maior leque de softwares, de modo que os funcionários tenham acesso a informação que precisam e possam fazer seu trabalho sem ter de comprar uma marca de software em particular". Esta medida, explicou, "ajudará os departamentos a fazer algo tão simples como compartilhar documentos de maneira mais simples e facilitará os cidadãos a acessarem e compartilharem informação do governo". O executivo também estimulará a entrada de pequenas e médias empresas nas contratações do setor público, acrescentou. Maude promoveu a criação do chamado Cloudstore, uma loja virtual de softwares para que prefeituras e outros organismos públicos possam comprá-los. Desde a chegada ao poder do Executivo de David Cameron, a proporção de pequenas e médias empresas nos contratos do governo aumentou de 6% para 10%, disse. "Agora sabemos que as melhores tecnologias e as melhores ideias digitais partem com frequência de pequenos negócios, que no passado eram com frequência excluídos da rotina de trabalho do governo", observou. EFE prc/cd

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