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Exército israelense mata 2 palestinos a tiros no sul de Ramala

Internacional|Do R7

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Ramala (Cisjordânia), 15 mai (EFE).- Pelo menos dois palestinos foram mortos nesta quinta-feira e outros três ficaram feridos por tiros do exército israelense durante uma manifestação realizada nesta quinta-feira em frente à prisão israelense de Ofer por ocasião da celebração da Nakba, que se refere ao êxodo palestino. Fontes médicas palestinas confirmaram à Efe que as vítimas mortas são dois adolescentes de 15 e 17 anos, que levaram tiros no peito quando protestavam em frente a esse centro penitenciário situado entre Ramala e Jerusalém. Responsáveis dos comitês populares explicaram à Efe que um terceiro adolescente está em estado grave após levar um tiro no abdômen, enquanto outros dois são tratados de disparos em um pé e uma perna. Todos eles foram levados ao Complexo Médico de Ramala, cercado por cerca de 200 pessoas chegadas de todos os pontos da cidade. O porta-voz da polícia israelense, Miki Ronsfeld, confirmou à Efe que houve confrontos entre manifestantes e soldados no exterior da prisão, mas disse não poder confirmar que houve vítimas. Roni Kaplan, porta-voz do exército israelense, se limitou, por sua vez, a dizer que o fato está "sob investigação". A agência de notícias local "Ma'an" identificou as vítimas mortas como Mohamad Audah Abu al Zahir e Nadim Siyam Nuwarah, que se uniram à manifestação convocada também para mostrar solidariedade com os presos palestinos nas prisões israelenses. Milhões de palestinos rememoram hoje a fundação de Israel e a explosão de uma guerra que, segundo seu relato, permitiu às forças do novo Estado expulsarem mais de 750 mil pessoas de suas casas e fazer "uma limpeza étnica". Manifestações similares à de Ofer aconteceram nesta quinta-feira em várias cidades da Cisjordânia e frente ao Portão de Damasco, na Jerusalém Oriental. Horas antes dos disparos, Saeb Erekat, membro do comitê central da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), pediu a Israel que reconheça a Nakba como os palestinos reconheceram o Estado de Israel, já que essa é a única forma de alcançar uma paz justa. EFE mss-jm/tr

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