Exército sírio anuncia controle total de Qusair e se prepara para atacar reduto rebelde em Homs
Ativistas da oposição temem massacre na região de Qusair, de onde rebeldes e civis tiveram de fugir
Internacional|Do R7

O Exército sírio leal ao regime de Bashar al Assad controla atualmente toda a região de Qusair, área na qual a ONU deseja entrar para ajudar a população civil.
O último reduto rebelde na região de Qusair, importante cidade próxima da fronteira com o Líbano e do reduto rebelde de Homs, está sob controle das tropas do regime de Assad, anunciou a televisão pública síria, assim como a emissora do Hezbollah libanês, que combate ao lado do exército.
Analistas acreditam que o Exército sírio iniciará agora uma ofensiva contra a cidade de Homs, norte do país, e outras regiões do país que não controla desde a explosão do conflito, em março de 2011.
A cidade de Qusair, perto da fronteira libanesa, se tornou um símbolo tanto para o regime como para os rebeldes.
A região é estratégica por ligar Damasco ao litoral, além de dispor de várias estradas para o transporte de armas, e agora abre o caminho para o regime de Assad atacar Homs.
"Nossas corajosas Forças Armadas restabeleceram a segurança e a estabilidade em Bueida al Sharqiya", anunciou o canal, em referência ao local onde estavam refugiados muitos rebeldes, depois que perderam durante a semana o controle de Qusair, até então um de seus redutos.
O canal público exibiu imagens da destruição e de um túnel de esconderijo dos insurgentes.
A emissora Al Manar, do grupo radical xiita Hezbollah, movimento que teve um papel crucial na tomada de Qusair, também noticiou a conquista de Bueida al Sharqiya.
Depois do anúncio da tomada de Bueida, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que tem sede em Londres, manifestou preocupação com o futuro dos rebeldes e dos civis que fugiram para esta localidade e afirmou temer um "massacre".
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Na sexta-feira (7), o Conselho de Segurança da ONU pediu ao governo sírio que autorize o livre acesso das organizações humanitárias em Qusair.
O conselho, em uma declaração unânime, que também contou com o apoio da Rússia — aliado da Síria — pediu o acesso "imediato, seguro e sem obstáculos" a Qusair, recordando que o governo sírio tem a responsabilidade de proteger os civis.
A guerra civil na Síria também aumenta a tensão no vizinho Líbano, muito dividido entre partidários e críticos de Assad.
Helicópteros sírios bombardearam novamente uma região libanesa perto da fronteira e ligada à oposição ao regime de Assad.
Na quarta-feira, um ataque similar aconteceu em Aarsal, cidade de maioria sunita que apoia a rebelião. O presidente libanês, Michel Suleiman, condenou a ação.
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