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Exposição sobre Mandela bate recorde de visitantes em Paris

Internacional|Do R7

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Laura Bayarri. Paris, 19 jun (EFE).- A exposição "Nelson Mandela, de prisioneiro a presidente", dedicada ao líder sul-africano, alcançou um recorde de visitas para a cidade de Paris, onde será homenageado até julho. Apenas no dia 12 de junho, 1.343 pessoas visitaram a exposição, público nunca atingido em um só dia em mostras organizadas na cidade. Parisienses e turistas parecem não querer perder a oportunidade de descobrir mais sobre a vida, e especialmente as façanhas de sobrevivência, do primeiro presidente negro da África do Sul, em um momento de incertezas sobre o estado de saúde de Mandela, de 94 anos. Enquanto o pai da nação sul-africana está hospitalizado - desde o dia 8 de junho -, a capital francesa concedeu a ele a Cidadania de Honra e classificou a exibição como a principal representação da temporada sul-africana na França, que termina em setembro. "Nelson Mandela, de prisioneiro a presidente" homenageia o líder que iniciou um longo caminho que levou à liberdade de seu país, pondo um fim ao combate armado e lutando pela reconciliação de uma África do Sul que foi submetida a 300 anos de colonialismo e a 50 anos de apartheid. Uma réplica da pequena cela onde Mandela ficou preso e o 46664, número de identificação atribuído ao líder na prisão, lembram os 27 longos anos que ele passou em Robben Island. Após o processo de Rivonia em 1964, dez líderes do Congresso Nacional Africano (CNA) - órgão de luta contra o sistema dominante de desagregação racial - foram presos. Entre eles, Mandela, o primeiro presidente eleito democraticamente na África do Sul, no dia 28 de abril de 1994, apenas quatro anos depois de sua libertação. "Ele governou durante apenas um mandato, já que queria dar lugar às próximas gerações. Durante o período de sua liderança, foram realizados intensos esforços para unificar a nação, lutando contra a pobreza e a discriminação", disse à Agência Efe o curador da mostra, Laurent Cravo. A luta de Nelson Mandela pela tolerância se traduziu na metáfora absoluta da igualdade entre povos e principalmente contra o racismo no mundo todo. Sua maneira criativa, organizada e informal de resistir ao apartheid o transformaram em um ícone "querido universalmente pela força de seu caráter, compromisso e abnegação, assim como por sua generosidade, abertura e coragem", afirmou Cravo. A exposição revive este lado do ex-presidente através de uma coleção de fotografias de sua infância, que abordam sua origem humilde e sua educação ocidentalizada; da sua primeira entrevista em televisão, retransmitida dias depois do massacre de Sharpeville; e de uma carta de amor destinada a sua esposa, Winnie. No entanto, "Nelson Mandela, de prisioneiro a presidente" revela também defeitos do líder, como o forte temperamento, por exemplo. Além disso, algumas das políticas seguidas são criticadas, entre elas a demora no combate à epidemia de aids, questão na qual o próprio Mandela reconheceu ter falhado depois da morte de seu filho, que foi vítima da doença em 2005. A África do Sul atual também é retratada de maneira a remeter à história do país, com alguns dos desenhos dos caricaturistas mais célebres do momento. "Hoje em dia a África do Sul é uma democracia muito jovem que avança pouco a pouco, e ainda enfrenta seu passado mais recente", ressaltou o curador. No dia 18 de julho, quando Mandela completa 95 anos, a Torre Eiffel será iluminada com as cores da bandeira sul-africana. Na mesma data, serão realizadas as Jornadas Internacionais de Nelson Mandela, que existem desde 2009 como uma iniciativa da Organização das Nações Unidas e planejadas pelo próprio líder, que propôs dedicar 67 minutos, o equivalente a seus 67 anos de luta pela liberdade, a melhorar a vida dos outros. "Seu desejo com esta iniciativa era revelar a todos que o poder de mudar o mundo está em nossas mãos e não nas de nossos dirigentes", observou Cravo. EFE lbm/apc/rsd (foto) (vídeo)

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