Família de Pistorius nega que atleta tenha matado namorada
Internacional|Do R7
Johanesburgo, 15 fev (EFE).- A família do atleta sul-africano Oscar Pistorius rejeitou "energicamente" nesta sexta-feira que o esportista seja culpado do assassinato a tiros de sua namorada, como sustenta a promotoria, que o acusou formalmente do crime. "O suposto assassinato é rejeitado energicamente", ressalta um comunicado publicado pela família de Pistorius. O velocista olímpico, assegura a nota, quis enviar seu "mais profundo pêsame" à família da vítima, a modelo de 29 anos Reeva Steenkamp. Segundo o texto, Pistorius agradece pelas mensagens de apoio que recebeu, mas quer que "todos os pensamentos e orações" sejam voltados hoje a Reeva e a seus parentes, "para além das circunstâncias dessa terrível tragédia". Além disso, a família pede que se "permita" os procedimentos legais e a investigação "seguirem seu curso", para esclarecer os fatos. O comunicado foi divulgado depois que o juiz sul-africano Desmond Nair decidiu hoje adiar para 19 de fevereiro a decisão sobre a liberdade através do pagamento de fiança de Pistorius, que continuará em prisão preventiva. Pistorius, de 26 anos, compareceu ao Tribunal da Magistratura de Pretória pelo suposto assassinato a tiros de sua namorada. O juiz Nair concedeu o pedido da defesa, que solicitou mais tempo para preparar sua argumentação para conseguir a liberdade do esportista através do pagamento de fiança, rejeitada pela promotoria, que, no entanto, se mostrou de acordo com o adiamento da audiência. A audiência será retomada na próxima terça-feira e Pistorius continuará detido na delegacia do Brooklyn, em Pretória, nos dias que faltam até que se retome o caso. O fiscal Gerrie Nel adiantou que acusará Pistorius de "assassinato premeditado". O atleta estava visivelmente afetado na sala e começou a chorar logo no início da audiência. Pistorius foi detido ontem devido ao assassinato a tiros de sua namorada, que apareceu morta na casa de Pretória do atleta com quatro marcas de tiros pelo corpo. O esportista sul-africano, que corre sobre duas próteses de carbono, fez história no verão passado em Londres ao se tornar o primeiro atleta com as duas pernas amputadas a participar dos Jogos Olímpicos. EFE mg/tr











