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FBI é acusado de falha na prevenção do ataque a boate em Orlando

Pai de atirador que matou 50 pessoas em boate LGBT, em 2016, seria informante da entidade; FBI negou a falha e se defendeu na época

Internacional|Eugenio Goussinsky, do R7

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Seddique teria sido informante do FBI
Seddique teria sido informante do FBI

Após admitir ter recebido alertas que, possivelmente, poderiam evitar a tragédia na escola Marjory Stoneman Douglas, na Flórida, Estados Unidos, no último dia 15 de fevereiro, o FBI (Federal Bureau of Investigation) se vê novamente acusado de falhar em uma investigação.

Desta vez, o agente especial do FBI, Juvenal Martin, afirmou que Seddique Mateen, pai de Omar Mateen, atirador que matou pelo menos 50 pessoas na boate Pulse, LGBT, em junho de 2016, deu a entender para o FBI que o filho não oferecia perigo e era apenas um "estúpido".


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Martin fez essa afirmação a respeito de Seddique, que seria um informante do FBI, em função do julgamento de Noor Salman, a esposa de Omar Mateen, o atirador, acusada de ocultar informações.

A informação sobre a atuação de Seddique foi divulgada no último sábado (24), o que fez advogados que representam Salman iniciarem a defesa da tese de um julgamento errado. O documento apresentado foi uma carta, em que era citada (como uma das fontes da denúncia) a procuradora assistente dos EUA, Sara Sweeney.


— Seddique Mateen era uma fonte humana confidencial do FBI em vários pontos no tempo entre janeiro de 2005 e junho de 2016.

A informação, segundo Martin, foi passada em 2006, quando o FBI suspeitou do comportamento de Omar. Martin disse que o FBI chegou a entrevistar Omar duas outras vezes como parte de uma investigação, mas acabou chegando à conclusão de que ele não era uma ameaça à segurança. O departamento teria até considerado a possibilidade de fazer de Omar um informante confidencial, segundo Martin.


Diferentemente do caso relativo a Nikolas Cruz, autor do ataque à escola Marjory Stoneman Douglas, o FBI neste caso, na ocasião, negou qualquer falha na investigação do atirador de Orlando.

O então diretor do FBI, James Comey, rebateu as críticas e garantiu que o órgão teve uma atuação correta na investigação.


— Não vejo nada no nosso trabalho que permita dizer que nossos agentes deveriam ter agido de forma diferente.

Comey, demitido em maio de 2017 pelo presidente Donald Trump, ressaltou que o FBI interrogou Omar Mateen por três vezes. Duas delas foram decorrentes de declarações "inflamatórias e contraditórias" do então suspeito, em seu ambiente de trabalho (Mateen era integrante de uma equipe de segurança de um tribunal).

— Nossa investigação envolveu a introdução de fontes confidenciais, gravação de conversas, acompanhamento de trajetos, gravação de comunicações e busca de todas as conexões possíveis do suspeito, incluindo qualquer informação negativa sobre o investigado. Fizemos dois interrogatórios com ele.

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