Filha de ex-primeiro-ministro chinês escondeu R$ 6,9 milhões na Suíça
Segundo os dados do ICIJ, Li Xiaolin e seu marido se tornaram clientes do HSBC na Suíça em 2001
Internacional|Do R7

Li Xiaolin, filha do ex-primeiro-ministro chinês Li Peng, que estava no cargo durante o massacre da Praça da Paz Celestial em 1989, acumulou até R$ 6,9 milhões (US$ 2,48 milhões) em uma conta oculta no banco HSBC na Suíça, segundo revelou o ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos).
Segundo publicações da imprensa independente chinesa nesta terça-feira (10), com isso, Li se junta às pessoas incluídas na lista Falciani, elaborada pelo especialista em informática franco-italiano Hervé Falciani.
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No documento apareciam contas secretas de políticos, empresários, celebridades e atletas, cujos nomes foram entregues às autoridades francesas em 2009 e estão sendo revelados pela imprensa internacional.
Li, filha única de Li Peng, é codiretora de um dos monopólios estatais de energia elétrica e é conhecida popularmente como a "rinha" do setor.
Em 2010, a revista Fortune a incluiu em sua lista das "50 mulheres de negócios mais poderosas" e também a considerou uma "das mulheres asiáticas" mais bem-sucedidas empresarialmente.
Segundo os dados do ICIJ, Li e seu marido se tornaram clientes do HSBC na Suíça em 2001 e eram proprietários de uma conta que estava ligada a outras cinco.
Ao todo, chegaram a acumular US$ 2,48 milhões de dólares em 2006 ou 2007. O Consórcio de Jornalistas já havia publicado em janeiro de 2014 que Li era a diretora de duas empresas nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal, situação que se repetia com outros parentes de dirigentes chineses.
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