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Fracassa trégua humanitária de 24 horas no nordeste do Líbano

Rei saudita forneceu R$ 2,2 bilhões para ajudar o Exército libanês a manter a segurança do local

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Moradores da cidade de Arsal conversam com membros do Exército libanês
Moradores da cidade de Arsal conversam com membros do Exército libanês

O Exército libanês e militantes islâmicos jihadistas entraram em confronto nesta quarta-feira (5) apesar do cessar-fogo de 24 horas acertado para encerrar cinco dias de conflitos que deixaram dezenas de mortas, no mais recente alastramento para território libanês da guerra civil na vizinha Síria.

A Agência Nacional de Notícias do Líbano afirmou que os responsáveis pelo fracasso foram os jihadistas, que cometeram ontem à noite vários ataques contra posições militares, o que provocou a retomada dos enfrentamentos em Wadi al-Raayan e Ain Ata.


A imprensa local atribui o fracasso do cessar-fogo, que tinha entrado em vigor às 19h15 locais (13h15 de Brasília) e durou apenas algumas horas, a divergências entre os grupos extremistas.

Segundo alguns meios de comunicação, milícias como a Frente al Nusra, braço sírio da Al Qaeda, mostram-se mais flexíveis do que o jihadista Estado Islâmico (EI), que até mesmo impede os moradores da cidade de Arsal a deixar a cidade, mantendo-os como reféns no interior de suas casas.


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O rei saudita Abdullah concedeu R$ 2,2 bilhões (US$ 1 bilhão) para ajudar o Exército libanês a aumentar a segurança, num momento em que os militares enfrentam militantes que tomaram controle da cidade de Arsal, na fronteira com a Síria, relatou a agência estatal de notícias SPA.

Arsal era a primeira parada para muitos civis em fuga da Síria. Campos de refugiados em Arsal que forneciam abrigo para dezenas de milhares de sírios foram danificados durante os combates, forçando as pessoas a buscar abrigo na própria cidade, disseram ativistas sírios na área. 


Esta foi a primeira grande incursão do Líbano contra militantes extremistas sunitas — líderes da violência entre sunitas e xiitas por todo o Levante. A invasão ameaça a estabilidade do Líbano ao inflamar as tensões sectárias no país. 

Embora autoridades libanesas tenham tentado se distanciar do conflito na Síria, o movimento xiita mais poderoso do país, o Hezbollah, tem enviado combatentes para ajudar o presidente sírio, Bashar al Assad, que é alauíta. Assad, como o Hezbollah, é apoiado pelo Irã, uma potência xiita. 

Desde o início dos combates no Líbano, pelo menos 16 soldados morreram, 86 ficaram feridos e 22 foram capturados.

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