Logo R7.com
RecordPlus

França confirma morte de um dos principais chefes da Al-Qaeda no Magreb

Internacional|Do R7

  • Google News

O presidente francês, François Hollande, confirmou a morte de Abdelhamid Abu Zeid em combates travados pelo exército francês em Adrar dos Ifoghas, no norte de Mali em fevereiro passado, anunciou neste sábado a presidência francesa.

"Este desaparecimento de um dos principais chefes da Aqmi (Al-Qaeda no Magreb Islâmico) marca uma etapa importante na luta contra o terrorismo no Sahel", a faixa que cruza a África do Oceano Atlântico até o Mar Vermelho, acrescentou a presidência em um comunicado.


"É uma excelente notícia. Foi um duro golpe para os terroristas", declarou à AFP um conselheiro do presidente malinense Dioncounda Traoré.

Esta confirmação coloca fim a três semanas de incerteza, apesar de a morte de Abu Zeid ter sido anunciada em 1º de março pelo presidente do Chade, Idriss Déby, cujas forças combatem ao lado dos franceses no extremo norte do Mali.


Contudo, as circunstâncias de sua morte ainda não foram esclarecidas. A morte foi atribuída a militares franceses por Paris, mas o presidente Déby assegura que Abu Zeid foi "abatido" por soldados do Chade.

Além disso Abou Zeid, presidente do Chade, também havia dito que suas tropas mataram outro líder islamita, Mukhtar Belmokhtar, mas a morte do dissidente AQMI, também argelino, ainda não foi confirmada.


Abu Zeid e Mokhtar Belmokhtar fizeram parte de grupos extremistas islâmicos que aterrorizaram a Argélia nos anos 1990, antes de fundarem a Aqmi no Mali, onde se estabeleceram, no Níger e na Mauritânia. Cometeram inúmeros sequestros e execuções de ocidentais, atentados ou tentativas de ataques, além de traficarem armas e drogas.

Ele criou uma reputação de homem cruel. Em junho de 2009, o seu grupo sequestrou o turista britânico Edwin Dyer. De acordo com várias testemunhas, foi Abu Zeid que estrangulou o refém.


Já Belmokhtar tinha deixado a Aqmi no final de 2012 para criar o seu próprio grupo, "Os signatários pelo sangue", cuja primeira grande ação foi o grande e sangrento sequestro em janeiro em um campo de extração de gás ao sul da Argélia.

No início de março, um jihadista da Aqmi citado por uma agência mauritana, a Saara Mídia, havia negado a morte de Belmokhtar na região de Gao, a principal cidade no norte do Mali.

Este jihadista, falando em condição de anonimato, tinha, no entanto, confirmado a morte de Abu Zeid, morto segundo ele "em um ataque aéreo francês nas montanhas" de Ifoghas "e não por chadianos", que estavam "a mais 80 km" no momento do bombardeio.

dr/alc/lbx/erl/me/cn/mr

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.