Governo afirma que pacto em Portugal "garantirá" a legislatura e o resgate
Internacional|Do R7
Lisboa, 6 jul (EFE).- O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, anunciou neste sábado que o pacto de governo com os democrata-cristãos representa a ascensão de seu líder, Paulo Portas, a vice-primeiro-ministro e "garante" a estabilidade do Executivo e o cumprimento do resgate. Portas, cuja renúncia "irrevogável" como ministro das Relações Exteriores abriu na terça-feira passada a crise de governo, assumirá a coordenação da política econômica e as relações com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que concederam e supervisionam o resgate financeiro de Portugal. Passos Coelho afirmou que a renovada aliança de governo impulsionará um novo "ciclo" na economia, que descreveu com maior acento social e cumprimento do programa de assistência financeira, para que o país recupere, como está previsto, sua "soberania" econômica em junho de 2014. O primeiro-ministro não quis revelar mais detalhes das "alterações profundas" que vai fazer na organização do governo porque o chefe do Estado, o também conservador Aníbal Cavaco Silva, ainda não se pronunciou sobre o acordo, que lhe foi apresentado ontem. Mas antecipou que seguirá no cargo a nova ministra de Finanças, Maria Luís Albuquerque, cuja nomeação, na segunda-feira, desencadeou a renúncia de Portas, que se opôs a algumas das medidas de austeridade do governo e agora coordenará essa área. Passos Coelho explicou o conteúdo do acordo junto com seu parceiro de coalizão, com o qual manteve dois dias de intensas negociações, sem aceitar a renúncia antes de conseguir um entendimento para recompor a aliança. O pacto entre o Partido Social Democrata (PSD, centro-direita) de Passos Coelho, e o Centro Democrático Social-Partido Popular (CDS-PP) de Portas é "consistente e durável", assegurou o primeiro-ministro após anunciar que as duas formações se apresentarão com uma lista única às eleições europeias do próximo ano. O pacto com os democratas-cristãos, reconheceu, era "indispensável" para superar a crise política e concluir o programa de assistência internacional, que nos últimos dois anos representou "muitos sacrifícios" para conseguir a recuperação da confiança externa em Portugal e financiar o Estado e a economia. EFE ecs/rsd











