Governo alemão proíbe escola e emprego para refugiados
País tenta eliminar acampamentos e regularizar imigrantes para permitir disputa por trabalho
Internacional|Raphael Hakime, do R7, em Dresden, na Alemanha*

Os refugiados que vivem em acampamentos na Alemanha são proibidos de trabalhar ou estudar formalmente até que consigam documentos oficiais do País. Para isso, porém, o primeiro requisito é ter um endereço formal, ainda que seja num albergue.
Diante desse obstáculo, as autoridades alemãs passaram a se esforçar para encontrar lugar para os refugiados viverem nas cidades. O vice-reitor para assuntos internacionais da Universidade Técnica de Dresden, Hans Georg Krauthäuser, é um dos mais empenhados.
— Essas pessoas que ainda estão em campos de refugiados não têm permissão para fazer nada: nem buscar um emprego nem estudar em programas regulares de ensino. Então, é muito importante tirá-las dos campos de refugiados e conseguir o status de “refugiado oficial”. Depois disso, estão terão a autorização para disputar um emprego ou estudar.
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Krauthäuser, porém, revela que existe um “um problema no que diz respeito à quantidade de pessoas”, principalmente porque as autoridades alemãs as submetem a um rigoroso processo de cadastramento.
— Leva um tempo para processar todas as candidaturas dessas pessoas. Cada pessoa é um processo que precisa investigado individualmente, então é impossível dizer que todas as pessoas da Síria podem vir para cá. Cada pessoa, cada família precisa ser investigada individualmente, o que leva muito tempo.
O reitor da Universidade Técnica de Dresden, Hans Müller-Steinhagen, comemora a redução do número de refugiados que vivem em um acampamento no campus.
— Hoje, não temos muita gente no campo de refugiados porque a cidade [de Dresden] construiu algumas acomodações, melhores que nossos ginásios de esportes. Então, os poucos que ficaram estão se mudando para acomodações melhores. Imagina, se você tem 300 pessoas dormindo em uma quadra de esportes não é muito confortável. Não tem privacidade.
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*O jornalista viajou a convite do Daad (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico)
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Para tentar escapar da guerra civil que devasta a Síria desde 2011 e da pobreza em que o país vive, meninas sírias de até nove anos estão sendo forçadas a se casar com homens mais velhos, em busca de uma “vida melhor”. Acima, Rukayya, de apenas 14 anos. Ela recebeu um ursinho de pelúcia como presente de noivado





















