Governo colombiano e Farc fecham ciclo de conversas de paz sem avanços
Internacional|Do R7
Havana, 13 out (EFE).- O Governo da Colômbia e a guerrilha das Farc concluíram neste domingo outra rodada dos diálogos de paz sem conseguir fechar o tema da participação política e em um ambiente rodeado por acusações mútuas sobre os obstáculos que impedem o avanço para fechar a acordos. Pela primeira vez desde que foram iniciados os diálogos em Havana, as partes não divulgaram o habitual comunicado conjunto de fim de ciclo onde costumam anunciar quando serão retomadas as conversas, apesar de fontes de ambas as delegações assinalarem que a negociação de paz será retomada em 23 de outubro. Outra singularidade no final do 15º ciclo de diálogos foi que os delegados do Governo anteciparam a avaliação das conversas, em uma declaração na qual acusaram às Farc da lentidão do processo e de confudir a opinião pública por colocar temas que não fazem parte da agenda de discursos diários perante a imprensa. "A negociação não é sobre o programa político das Farc, mas sobre os temas da agenda pactada", advertiu no sábado à guerrilha Humberto de la Calle, chefe dos negociadores do Governo de Juan Manuel Santos. Perante essas críticas, a guerrilha contra-atacou neste domingo com uma declaração de resposta a De la Calle, na qual as Farc acusaram o Governo de colocar obstáculos para que o diálogo aconteça. "Não é sensato que se pretenda mostrar a insurgência como a parte do diálogo que freia os ritmos para o avanço do processo", assinalou o grupo rebelde em comunicado lido perante a imprensa por "Ivan Márquez", número dois das Farc e chefe de sua delegação de paz. Como é habitual desde que começaram os diálogos de paz, outro de pontos de discórdia é o ritmo da negociação, já que o Governo reivindica constantemente às Farc rapidez para ter resultados, mas a guerrilha resiste a fixar prazos e defende que a consecução da paz "é algo que merece todo o tempo necessário". Na terça-feira passada, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu às Farc uma aceleração nas negociações para que em 19 de novembro, quando se completa um ano do início do processo, já possam ser entregues resultados aos colombianos. Durante o ciclo de diálogo que terminou neste domingo, também não se concretizou a anunciada visita de um grupo de congressistas colombianos a Cuba para se reunir com as delegações de paz do Governo e a guerrilha. EFE sam/ff (foto) (vídeo) (áudio)












