Governo da Gâmbia nega tentativa de golpe de Estado no país
Internacional|Do R7
Nairóbi, 30 dez (EFE).- O governo da Gâmbia negou nesta terça-feira que tenha ocorrido uma tentativa de golpe de Estado no país e assegurou que a situação "se normalizou" depois que foram ouvidos disparos perto de vários edifícios governamentais durante a madrugada em Banjul, a capital do país. O ministro de Assuntos Presidenciais da Gâmbia, Kalilou Bayo, citado pela Agência de Imprensa Africana (APA), minimizou a importância das informações divulgadas por diversos meios de comunicação locais que asseguram que um grupo de soldados aproveitou a ausência no país do presidente, Yahya Jammeh, para atacar vários edifícios governamentais. Em comunicado, Bayo negou esta informação que qualificou de "rumor" e assegurou que "a paz e a calma" prevalecem na Gâmbia. Além disso, pediu a todos os cidadãos e aos empresários que continuem com suas atividades normalmente. No entanto, as informações em torno deste fato seguem sendo contraditórias, já que meios como o jornal "Freedom Newspaper" mantêm que os militares atacaram o Palácio Presidencial de Banjul e um quartel militar na ponte de Denton, que conecta a cidade com o resto do país, além de outras instalações da cidade. Por sua vez, a embaixada dos Estados Unidos na Gâmbia emitiu um alerta em seu site no qual recomenda aos cidadãos americanos que evitem Banjul após estes incidentes. Nascido em 1965, Yahya Jammeh chegou ao poder em 1994, com apenas 29 anos, após um golpe de Estado que praticamente não encontrou resistência. Desde então, Jammeh ganhou quatro eleições multipartidários consecutivas, a última a 2011, quando alcançou um apoio superior a 70%, embora as autoridades regionais da Comunidade Econômica de Estado de África Ocidental (Ecowas, em inglês) tenham rejeitado os resultados. Em julho de 2010, sete pessoas, entre elas o então chefe do Estado-Maior, o tenente-general Lang Tombong Tamba, foram condenadas à morte por organizar um golpe de Estado, embora no final de 2012 a pena foi comutada pela prisão perpétua. EFE jem/ff











