Governo da Grécia diz esperar "acordo imediato" com os credores
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Internacional|Do R7, com agências internacionais

O porta-voz do governo da Grécia, Gavrill Sakellaridis, afirmou neste domingo (5) que o país espera retomar as negociações com os credores e chegar a um "acordo imediato" após os o referendo que indicou a vitória do "não".
"As negociações que serão iniciadas têm que terminar imediatamente, inclusive dentro do prazo das próximas 48 horas", garantiu Sakellaridis em entrevista à emissora ANT1.
O integrante do partido governista da Grécia, Syriza, e membro do parlamento europeu, Dimitris Papadimoulis, afirmou que o "povo grego está provando que quer permanecer na Europa" de maneira igualitária, e "não como uma colônia da dívida".
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Segundo o dirigente, o país deve aguardar os resultados oficiais e finais do plebiscito deste domingo.
O político pediu a seus compatriotas que mantenham a calma.
Oposição
Por outro lado, o principal partido da oposição grega, o conservador Nova Democracia, pediu ao governo que faça o máximo para que a Grécia volte à normalidade o mais rápido possível.
"Espero que o país volte à normalidade como prometeu o primeiro-ministro. Se isso não ocorrer em 48 horas, o país se dirigirá rumo a uma tragédia que será responsabilidade desse governo", afirmou o deputado da Nova Democracia e ex-presidente do parlamento grego, Vangelis Meinmarakis.
"Ninguém pode prever o que ocorrerá se o governo seguir se comportando como nos últimos cinco meses", completou Meinmarakis.
O também deputado conservador Miltiadis Varvitsiotis destacou que, por enquanto, a situação é de "polarização e divisão".
"Amanhã não muda nada na realidade econômica. A divisão não torna mais fácil o dia seguinte", afirmou Varvitsiotis, que foi ministro da Marinha Mercante no último governo, em entrevista à emissora pública da Grécia.
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Desde o fechamento dos colégios eleitorais às 19h locais (13h em Brasília), o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, está no palácio de Maximu, sede do governo, acompanhando os resultados.
Junto com ele estão alguns membros do alto escalão do governo, como o ministro de Estado, Alekos Flaburari.
Nova moeda?
O governo da Grécia não está considerando imprimir uma nova moeda, disse um representante do governo neste domingo, depois que pesquisas de opinião mostraram que os gregos devem rejeitar, em referendo, um pacote de ajuda dos credores.
"Nós não estamos discutindo uma moeda paralela", disse Euclid Tsakalotos, coordenador das negociações com os credores, em entrevista à Star TV.
"Eu não acho que eles vão nos expulsar. Estamos prontos para nos encontrar com eles esta noite", disse.

Futuro grego será difícil independentemente do resultado
O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou que qualquer que seja o resultado no plebiscito da Grécia sobre seu programa de resgate, o futuro de Atenas vai ser difícil. Rajoy afirmou que a zona do euro tem regras e regulamentos "para garantir a sua própria sobrevivência".
"A Europa sempre demonstrou a sua solidariedade para com a Grécia, mas o euro não pode ser um clube à la carte no qual você pode escolher", ressaltou.
Rajoy também disse no domingo que "a Grécia precisa crescer, criar postos de trabalho e, para isso, é preciso ter políticas que trabalham para esse efeito. Demagogia sempre acaba falhando em realidade", acrescentou.
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