Governo diz que Portugal está melhorando e desmente mais cortes em 2014
Internacional|Do R7
Lisboa, 14 jun (EFE).- O governo luso defendeu hoje as 'melhoras" registradas em Portugal, com um aumento do crédito e maior confiança na economia, e negou que está planejando aplicar mais cortes orçamentários no próximo ano, como teme a oposição. O primeiro-ministro conservador, Pedro Passos Coelho, assegurou em um debate parlamentar que não está previsto a antecipação para 2014 do plano para se conseguir uma economia de 4,7 bilhões de euros, com reformas estruturais, em 2015. Um documento divulgado ontem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) com as propostas do Executivo para equilibrar as finanças lusas citou a aplicação dessas reformas em 2014. O líder do Partido Socialista (PS), António José Seguro, acusou Passos Coelho de ter se comprometido a aplicar o plano de redução dos gastos públicos, rejeitado por toda a oposição, em um prazo mais curto do que o previsto. Seguro criticou, além disso, o suposto compromisso do governo conservador, também revelado no documento do FMI, de aprovar em julho os instrumentos legislativos necessários para executar os cortes. A economia não suporta "tanta austeridade", disse o dirigente socialista. Já o secretário-geral do Partido Comunista, Jeronimo de Sousa, atribuiu a queda do PIB e o aumento do desemprego em Portugal ao programa de ajustes do resgate financeiro concedido em 2011. Passos Coelho, no entanto, negou que aplicará de novos cortes orçamentários no ano que vem e disse que a oposição fez uma interpretação equivocada do documento do FMI. A economia estabelecida para 2015, que equivale a 2,5% do PIB, é o "inicialmente previsto", assegurou o primeiro-ministro, que negou a existência de "compromissos de cortes adicionais". Passos Coelho sustentou também, sem precisar números, que se produziu um aumento do "volume de crédito" para as famílias e empresas em Portugal. "É indispensável manter o rumo para ganhar confiança na economia e os portugueses possam perceber as melhorias contínuas que ocorrem", acrescentou. O programa de reformas e ajustes orçamentários de Portugal é uma exigência do resgate de 78 bilhões de euros que a União Europeia e o FMI concederam ao país em 2011. EFE rd/dk











