Greve contra a reforma tributária na Costa Rica chega ao 17º dia
Nesta quarta-feira (26), grevistas fizeram marcha por uma das principais avenidas de San José até a Praça da Democracia
Internacional|Gabriela Lisbôa, do R7

Milhares de manifestantes foram para as ruas da capital da Costa Rica, San José, nesta quarta-feira (26), em uma marcha que marcou o 17º de greve nacional indefinida contra a reforma tributária e fiscal — ou Lei de Fortalecimento das Finanças Públicas – que está em discussão no Congresso.
A greve dos trabalhadores afetou o serviço ferroviário em todas as estações, o transporte público, o funcionamento de escolas, vários serviços municipais e de saúde. Muitos hospitais suspenderam atividades e estão atendendo apenas casos de emergência.
A manifestação reuniu grupos sindicais, movimentos sociais, funcionários públicos e população em geral. Juntos, durante a manhã, eles caminharam pela Avenida Segunda, uma das principais da cidade, até a Praça da Democracia. De lá, todos devem ir para a Assembleia Legislativa, onde uma comissão espera ser atendida pelos deputados para expressar preocupação e possíveis soluções.
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"Não ao pacote fiscal", “que os ricos paguem como ricos” e "não tirem dos mais pobres", são algumas das mensagens levadas em cartazes e faixas no movimento que está sendo chamado de “mega marcha” ou “marcha dos gatos” pela imprensa local.
A greve começou no dia 10 de setembro e seguem sem previsão de data para terminar.
Segundo o jornal Diario Extra, os costarriquenhos que participam da greve não se dizem contra o pagamento de impostos, desde que seja em igualdade de condições. Ou seja, que os grandes empresários também paguem seus impostos, de acordo com as condições que possuem.
Grevistas x Emprsários
Representantes do setor empresarial da Costa Rica declararam nesta quarta que os grevistas defendem "privilégios que a sociedade não pode mais pagar."
Álvaro Sáenz, vice-presidente da União de Câmaras e Associações de Setor Privado de Negócios (UCCAEP), disse ao jornal El Pais Costa Rica que a greve só aconteceu porque “privilégios excessivos” de 14% da população economicamente ativa do país serão cortados.
Durante um discurso feito nesta terça-feira (25), o presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado, pediu ao Congresso agilidade no processo de votação da reforma, o que acabou incentivando a marcha. O presidente também pediu ao judiciário que declare a greve ilegal.
Nesta terça-feira, segundo o jornal El Mundo, o presidente deu ordens para os ônibus que viajavam do interior do país para San José levando manifestantes fossem detidos.
Segundo outro jornal local, o La Nacion, o presidente executivo do Conselho Nacional de Produção (CNP), Rogis Bermúdez, solicitou ao Departamento de Recursos Humanos a redução ou corte dos salários dos funcionários públicos que participaram da greve.
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Reforma pretende aumentar impostos
Caso a reforma tributária seja aprovada pelo Congresso da Costa Rica, o atual imposto sobre vendas, que tem uma alíquota de 13%, vai passar a se chamar Imposto de Valor Agregado, com a mesma taxa, mas cobrado também sobre produtos que hoje não são tributados.
Benefícios do setor público como bônus e anuidades devem ser reduzidos, além de benefícios dados a trabalhadores de todos os setores, como o auxílio desemprego, devem ser cortados ou reduzidos.
A alíquota de imposto de renda deve ter um aumento de 5 a 10% para salários mais altos.
Veja como foi a greve geral contra um acordo do governo da Argentina com o FMI:
A Argentina parou nesta terça-feira (25) por causa de uma greve geral convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CTA) e principais centrais sindicais do país. O objetivo é protestar contra as medidas de ajuste econômico anunciadas pelo presidente M...
A Argentina parou nesta terça-feira (25) por causa de uma greve geral convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CTA) e principais centrais sindicais do país. O objetivo é protestar contra as medidas de ajuste econômico anunciadas pelo presidente Mauricio Macri, que discusará na 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Macri negociou uma linha de crédito de US$ 50 bilhões (aproximadamente R$ 206,6 bilhões) junto ao FMI (Fundo Monetário Internacional)






















