Grupo ligado à Al Qaeda promete atacar novamente na Argélia
Internacional|Do R7
DACAR, 18 Jan (Reuters) - O grupo ligado à rede Al Qaeda que assumiu a responsabilidade pelo sequestro em massa em um complexo de extração de gás no deserto da Argélia anunciou nesta sexta-feira que vai realizar mais operações, segundo a agência de notícias ANI, da Mauritânia, que citou como fonte um porta-voz dos sequestradores.
A fonte da ANI, um membro da brigada Mulathameen, cujo nome significa "Os Mascarados", alertou os argelinos para que "fiquem longe das instalações de empresas estrangeiras" porque irão atacá-las quando menos se espera, de acordo com a agência.
Não foi possível comprovar de imediato a veracidade da informação, mas a ANI tem ligação estreita com o grupo, liderado pelo argelino Mokhtar Belmokhtar, um veterano dos mujahideen (combatentes islâmicos) no Afeganistão e da guerra civil da Argélia. Ele é apelidado de "Sr. Marlboro", por seu envolvimento em contrabando de cigarros numa área do Saara onde as autoridades não conseguem impor a lei.
Pelo menos 22 reféns estrangeiros estavam desaparecidos nesta sexta-feira. Uma fonte local disse que o complexo de exploração de gás natural, operado pela, a norueguesa Statoil BP, a norueguesa Statoil Norway's Statoil e a estatal petrolífera da Argélia, ainda estava cercado por forças especiais argelinas e alguns reféns permaneciam do lado de dentro.
O porta-voz disse que o grupo Mulathameen preparou o ataque durante quase dois meses em represália aos esforços internacionais para expulsar grupos islâmicos do norte do Mali, afirmou a ANI.
"Nós sabíamos que o governo (Argélia) iria aliar-se à França na guerra contra Azawad", disse o porta-voz, usando o nome que os rebeldes no norte de Mali deram ao enclave em seu poder deserto malinês.
Uma aliança de grupos ligados à Al Qaeda assumiu o controle dessa vasta área no ano passado. Há uma semana a França deu início a ataques aéreos contra os rebeldes para deter seu avanço em direção à capital, Bamako, no sul do país. A ação é a primeira etapa de uma intervenção sob o mandato da ONU, que se prevê seja liderada por Estados africanos.
"Embora levemos em conta o sofrimento do povo argelino, prometemos mais operações contra o regime", disse o porta-voz, de acordo com a ANI.
(Reportagem de Daniel Flynn)











