Hamas acusa serviços secretos ocidentais de operar em Gaza
Internacional|Do R7
O Hamas acusou neste sábado os serviços secretos ocidentais e árabes de atuarem em Gaza para obter informações sobre o movimento palestino e garantiu ter uma lista de nomes de "colaboradores" dos serviços estrangeiros.
Em declarações publicadas no site do Ministério do Interior do Hamas, o chefe do serviço de segurança interna, Mohamad Lafi, acusou também jornalistas palestinos de passarem "informações" a correspondentes e instituições estrangeiras.
"A Faixa de Gaza é um formigueiro de serviços secretos ocidentais, como os serviços americanos, franceses, britânicos e alemães", disse Lafi.
"Todos afetam a segurança de Gaza e do Hamas", completou, antes de acusar os "serviços de informação árabes", mas sem entrar em detalhes.
O Hamas, um grupo islamita aliado ao Irã que prega a luta armada contra Israel, está no poder em Gaza desde 2007. Estados Unidos, Israel e União Europeia o consideram uma organização terrorista.
Segundo Lafi, a segurança interna "tem uma lista de colaboradores que serão detidos após o prazo estabelecido para o arrependimento".
Ele disse que centenas de pessoas já foram detidas e "metade" confessou a colaboração.
No dia 12 de março, o Hamas lançou uma campanha para incitar os "colaboradores" dos serviços de inteligência israelenses ou estrangeiros a se entregar, indicando que a oferta de clemência expirava em 11 de abril.
Lafi também acusou "algumas empresas estrangeiras que operam em Gaza". Elas "espionam os filhos de nosso povo e tentam coletar informações sobre a segurança", acrescentou. Ele denunciou "a tendência de alguns jornalistas (palestinos, nr) de fornecer informações a correspondentes e a instituições do exterior".
Considerando a campanha do Hamas "um êxito contra os colaboracionistas", Lafi afirmou que este "flagelo não pode ser eliminado enquanto a ocupação perdurar e enquanto o ocupante tentar recrutar mais colaboradores."
"Mas nós tentamos impedir sua ação", concluiu.
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