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Hillary vê igualdade da mulher como grande tarefa do século XXI

Internacional|Do R7

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Nações Unidas, 7 mar (EFE).- A ex-secretária de Estado americana Hillary Clinton afirmou nesta sexta-feira que a igualdade das mulheres é a grande tarefa pendente para o século XXI e defendeu situá-la como uma das prioridades na nova agenda global de desenvolvimento. "Quantos mais dados temos, mais claro fica que o que sabíamos em nossos corações era certo: quando as mulheres prosperam, as sociedades prosperam", disse Hillary em um ato na sede das Nações Unidas pelo Dia Internacional da Mulher, comemorado amanhã. A mensagem foi partilhada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que defendeu que a "igualdade para as mulheres representa um progresso para todos" e lembrou, por exemplo, que os países que mais respeitam os direitos da mulher são os mais avançados e que as empresas com mais direções têm maiores lucros. Tanto a política americana como Ban destacaram os progressos conquistados no mundo todo durante os últimos anos, mas deixaram clara a necessidade de avançar em muitos aspectos. "Apesar de tudo o que conseguimos, essa continua sendo a grande tarefa pendente para o século XXI", assegurou Clinton, sublinhando que nenhum país alcançou terminar com as diferenças completamente. Frente aos objetivos mundiais de desenvolvimento, que serão revistos no próximo ano, a ex-secretária de Estado ressaltou que situar a igualdade como prioridade é algo "inteligente", como mostra a experiência das últimas décadas. Por isso, defendeu a necessidade de estabelecer metas claras a favor dos direitos das mulheres, que levem em conta a situação de cada país. "Certamente os desafios são diferentes em diferentes partes do mundo, mas nossos valores são os mesmos", recalcou. Hillary atribuiu especial importância à garantia dos "direitos sexuais e reprodutivos" das mulheres e assegurou que sem eles não pode haver avanços. Ban também declarou que é "fundamental" que a mulher "tenha direito a decidir se quer ter filhos, e quantos" e pediu urgência no combate a práticas "horrendas" como a mutilação genital. O ato também teve a presença da diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, que garantiu que o progresso das mulheres no mundo tem sido "lento" e "desigual". EFE mvs/tr

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