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Hollande diz que UE tem dever de ajudar Itália na imigração

Presidente francês visitou a Expo Milão 2015 neste domingo

Internacional|Da Ansa

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Para Hollande, "a Europa é um modo de viver e isso compreende uma visão de mundo, uma mensagem universal, mas também uma série de regras"
Para Hollande, "a Europa é um modo de viver e isso compreende uma visão de mundo, uma mensagem universal, mas também uma série de regras" LOUAFI LARBI/REUTERS

O presidente da França, François Hollande, afirmou neste domingo (21) que a União Europeia tem o "dever" de ajudar a Itália na questão da imigração ilegal.

"É um problema que atinge toda a Europa, mas é verdade que nós - e quando digo nós refiro-me à Europa - temos o dever de ajudar a Itália a acolher essas pessoas em nome dos valores europeus", disse o mandatário durante discurso na Expo Milão 2015.


Para Hollande, "a Europa é um modo de viver e isso compreende uma visão de mundo, uma mensagem universal, mas também uma série de regras".

As frases do líder francês são uma resposta oficial pela polêmica da última semana, quando seu ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, afirmou que a Itália "deveria assumir suas responsabilidades" com a questão dos imigrantes ilegais.


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Como modo de por fim à discussão, Hollande ressaltou que as relações entre os dois países "são excelentes" e que cabe à UE dizer às nações o que pode ser feito ou não para resolver o problema.

Por sua vez, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, disse que para resolver a crise, "não pode haver histeria ou egoísmo", mas sim "solidariedade e responsabilidade".


Após um encontro bilateral na Expo com o presidente francês, Renzi também colocou panos quentes na questão. "Este não é um problema só italiano ou francês. O Conselho Europeu poderá dar uma mão para resolver a questão da imigração.

Esse é um problema europeu", destacou. Apesar da crise de ministros, Itália e França sempre permaneceram unidas em outras questões - especialmente, nas econômicas.

Porém, na crise imigratória, as duas nações parecem estar em lados opostos. Enquanto Renzi prega a solidariedade e a ajuda aos refugiados, os franceses querem um maior controle e a expulsão imediata daqueles que buscam um asilo econômico. 

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