Hong Kong inicia processo para banir grupo que pede separação
Medida contra o Partido Nacional de Hong Kong ocorre no momento em que as autoridades aumentarão pressão contra jovens pró-democracia
Internacional|Do R7

Hong Kong iniciou, nesta terça-feira (17), um processo que pode levar à proibição de um grupo que defende a separação da China, a primeira vez em que a ex-colônia britânica devolvida ao controle chinês em 1997 se empenha em proscrever uma organização política.
A medida contra o Partido Nacional de Hong Kong ocorre no momento em que as autoridades vêm aumentando a pressão contra jovens ativistas pró-democracia, alguns dos quais foram presos, e denunciando qualquer ação pró-independência como uma contestação ilegal aos governantes do Partido Comunista em Pequim.
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A Agência de Segurança enviou uma carta ao fundador da sigla, Andy Chan, dizendo que ele tem 21 dias para "fazer exposições por escrito" explicando por que o partido não deveria ser proibido, de acordo com a página da rede social do partido, que publicou fotos da carta.
O secretário de Segurança, John Lee, disse que não baniu o grupo e que só pode fazê-lo depois de lhe dar tempo para apresentar sua resposta.
"Sim, em Hong Kong temos liberdade de associação, mas este direito não existe sem restrições", explicou Lee aos repórteres.
Hong Kong é governada segundo o princípio "um país, dois sistemas", que promete um alto grau de autonomia e liberdades inexistentes na China, como liberdade de expressão e liberdade de reunião.
Mas a sensação de um endurecimento da China com o polo financeiro vem alimentando tensões, como se viu no movimento "Occupy Central" de 2014, que interditou ruas importantes durante quase três meses na tentativa frustrada de pressionar Pequim a conceder uma democracia plena ao território.













